Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 16/01/2021
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, no atual cenário brasileiro, os desafios encontrados para o combate ao capacitismo contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, esse grupo é vítima de discriminação constante. Nesse sentido, para a solução desse fenômeno social, convém analisar suas principais causas.
Diante desse cenário, é possível destacar que a ineficiência governamental corrobora a perpetuação desse impasse. Nessa perspectiva, segundo o sociólogo alemão Dahrendorf, por exemplo, no seu livro “A lei e a ordem”, a anomia é o estado social em que as normas reguladoras do comportamento das pessoas perdem sua validade. De maneira análoga a esse pensamento, as leis que regulam a segurança dos indivíduos que apresentam algum tipo de deficiência encontram-se em estado de anomia, pelo fato de serem infringidas, sem a devida reação da Federação brasileira.
Além disso, outro fator responsável pela permanência da problemática é a ausência de debate na sociedade. Nesse contexto, o sociólogo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Todavia, há uma lacuna na discussão sobre o combate ao capacitismo no Brasil, que tem sido tratado como um problema já resolvido. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nesse desafio.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, o Governo Federal deve criar medidas de agravamento das punições direcionadas aos crimes contra a população deficiente. Isso pode ser feito por meio da implementação de leis que garantam investigação, atendimento especializado e unidades específicas de polícia relacionados à proteção desse grupo social no país. Tal ação pode, ainda, ser divulgada nas mídias de massa para quebrar o silênciamento em torno do combate ao capacitismo. Dessa forma, possivelmente, o pensamento defendido por São Tomás de Aquino será verificado na realidade brasileira do século XXI.