Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 22/01/2021

A Constituição Federal de 1988 preconiza que todos os cidadãos tem direitos básicos e devem ser respeitados na sua individualidade. Infelizamente, pessoas com deficiência são vítimas de um preconceito silencioso e ardiloso: o capacitismo. Entender as limitações de cada pessoa é um importante passo para combater essa forma de discriminação.

De acordo com Anahi Guedes de Mello, escritora do portal digital da organização não-governamental Inclusive, o capacitismo é uma forma de preconceito, seja violento ou não, contra aqueles que possuem alguma limitação física. No passado, o capacitismo era usado como forma de entretenimento: pessoas com características físicas diferentes daquelas consideradas comuns eram levadas para circos, elas eram a atração principal dos " espetáculos de aberração". Essa prática nesfata ainda ocorre no século XXI, mas de uma forma distinta. O programa Balanço Geral, da rede televisiva Record, tinha em seu elenco uma pessoa portadora de nanismo. Essa deficiência era explorada com o objetivo de entreter o telespector e provocar riso.

Conduto, existem iniciativas que buscam combater a violência moral/social contra os deficientes. A influenciadora digital Fernanda Martinez, que possui algumas doenças raras, usa a internet para agir em favor dos direitos dos portadores de deficiência e, além disso, explicar como é o mundo visto por uma pessoa com limitações físicas.

Face ao exposto, é imperativo que associações de portadores de deficiência liderem ações de consientização, objetivando o público mais leigo no assunto. Tais ações precisam mostrar que independente da condição física, as limitações de cada pessoa são individuais e específicas, não cabendo a ninguém julgar a forma do corpo de outrem. Ademais, todos devem ser respeitados na sua individualidade.