Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 06/02/2021
No convívio social brasileiro, o capacitismo é uma prática nociva aos deficientes e ao bem-estar populacional. Essa realidade preocupante e desafiadora exige um combate contundente da sociedade civil e do poder público, com o fim de mitigar os efeitos deletérios dessa questão.
Indubitavelmente, há um paradigma social falho, da comunidade em geral, de subestimação das pessoas deficientes, o qual é pautado em estigmas que limitam as liberdades dessa população ou até utilizam a nomeclatura da doença como insulto — a exemplo de chamar outro indivíduo de autista a fim de ofender. Isso se deve à uma atuação insatisfatória de muitas escolas no que tange o ensino da inclusão social e a uma ação imponderada de certas famílias — uma vez que parte delas repercutem estigmas ou não abordam o capacitismo nos diálogos familiares, por conseguinte, corroboram a manutenção desse juízo de valor deletério. Ademais, as instituições engajadas socialmente, mídia e ONGs, são ineficazes por não cobrarem uma atuação política em prol de dirimir o capacitismo e de assitir os deficientes brasileiros.
Ressalte-se, ainda, que o Governo Federal detêm mecanismos jurídicos que tratam da integração social dos deficientes, por exemplo o artigo 203 da Carta Magna e o artigo 3°, que trata da redução dos preconceitos. Entretanto, o arcabouço jurídico ainda é distante da realidade geral, visto que o governo é ineficiente na divulgação de informes que elucidem as consequências desagregadoras do capacitismo na sociedade brasileira.
Urge, portanto, que as instituições formadoras de valores — famílias e escolas — combatam paradigmas socias, mediante, respectivamente, dialógos entre pais e filhos sobre a segregação e preconceito e atividades extracurriculares nas escolas sobre inclusão social, que é salutar para a formação de consciência de grupo e motiva maior cobrança da classe política, a fim de atenuar os estigmas na sociedade. Além disso, cabe ao Governo promover a mitigação de preconceitos, a partir de uma realocação de recursos para informes nas redes sociais, em prol da igualdade e justiça.