Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/06/2021

Preconceito social. Difícil acessibilidade. Baixa representatividade. Esses são os desafios para combater o capacistismo na sociedade brasileira. Antes de tudo, o capacitismo consiste no ato de violência contra pessoas com deficiência, estabelecendo relações preconceituosas de hierarquias pragmáticas no Brasil, através de diversas causas.

Historicamente, pessoas portadoras de deficiência eram marginalizadas, pois não seguiam um padrão de adequação ao corpo. Atualmente, os atos preconceituosos persistem na ação de ridicularizar, de forma física e verbal, uma pessoa portadora de qualquer deficiência. De acordo com o poeta Carlos Drummond, “ninguem é igual a todo mundo; todo ser humano é um estranho ímpar”, ou seja, os indivíduos não são iguais uns aos outros, e a diferença não se torna um direito para violentar o outro. O capacitismo estrural segue a definição de violência simbólica de Pierre Bourdieu, a qual se trata da naturalização de atos preconceituosos e discriminatórios.

Destaca-se também dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o qual aponta que 23% da população brasileira é portadora de alguma deficiência, contudo a acessibilidade é precária. Isto se deve ao fato dos ônibus urbanos apresentarem ineficiência nas plataformas evelatórias, além de buracos presentes em rampas e o piso tátil para cegos ser invadido ou depretado. Além disso, a limitada presença de figuras representativas torna este grupo excluído visivemente da sociedade, visto que, conforme apresentado pelo Uol Notícias, apenas metade de 280 séries de TV apresentam personagens portadores de deficiência.

Portando, medidas devem ser tomadas para resolver o problema. O Ministério da Cidadania deverá promover políticas públicas para melhorar e inovar a qualidade dos meios que servem como acessebilidade para os deficientes, como os pisos táteis. Além disso, é preciso fazer um papel junto das mídias para mostrar a população sobre o crime do capacitismo e a importância do respeito ao outro, pois todos apresentam sua particulardade e a deficiência não é uma limitadora de conquistas.