Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 21/02/2021

Na série de televisão “Glee”, Artie, um personagem paraplégico, convive com a zombaria e preconceito da comunidade escolar, tendo que lutar todos os dias por respeito, visibilidade e reconhecimento. Em consonância à produção cinematográfica, inúmeros brasileiros vivenciam desafios quanto ao combate ao capacitismo, devido ao bullying socialmente aceito e à omissão governamental.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar o impacto causado pela normalização de piadas e comentários hostis direcionados à pessoas com deficiências físicas e mentais. Conforme a Lei Brasileira de Inclusão (2015), toda pessoa com deficiência não sofrerá nenhuma espécie de discriminação, se contradizendo ao cenário real. Assim, os tratamentos intolerantes acabam afetando o desenvolvimento dessa classe minoritária, pois se veem em situações de humilhações camufladas por frases e elogios de cunho capacitista.

Ademais,  torna-se imperativo pontuar a negligência do Estado em proporcionar uma melhoria na condição de vida desse grupo. Segundo o IBGE, 24% da população brasileira possui alguma deficiência, seja ela mental, física, intelecutal ou sensorial. Nessa perspectiva, as cidades deveriam se apresentar como ambientes de inclusão, além de garantir a segurança e igualdade de direitos como os demais cidadãos. Todavia, é perceptível que muitos centros urbanos não estão preparados para atender essa comunidade, criando um abismo social e limitando-os a poucos locais, atividades e empregos que atendam suas necessidades.

Depreende-se, portanto, a urgência de ações interventivas com o fito de combater o capacitismo no Brasil. Para isso, o Governo Federal, com auxílio de órgãos educacionais e de planejamento urbano, deve, por meio de mudanças na infraestrutura de municípios e palestras escolares, mobilizar a sociedade civil e as autoridades para criarem um ambiente acolhedor. Nessa lógica, o intuito de tal ação é resguardar os direitos de pessoas com limitações, garantindo respeito, reconhecimento e uma vida de igualdade.