Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 26/03/2021

Segundo a primeira lei de Newton, conhecida como “Princípio da Inércia”, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é perceptível a mesma condição, no que concerne à persistência do capacitismo, o qual segue sem uma “força” capaz de mitigá-lo. Nesse sentido, desafios, como o preconceito intrincado na sociedade e a desinformação sobre as aptidões das pessoas com deficiência (PcD) impedem o combate dessa problemática. Dessa forma, são relevantes estratégias para combater atitudes capacitistas no Brasil, em nome da integridade das PcD.

A princípio, é fato que o preconceito agrava as atitudes capacitistas na sociedade. Nesse contexto, parafraseando o poeta Fernando Pessoa, tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa.Tal pressuposto enseja uma reflexão sobre a essencialidade das mudanças que permeiam o ser humano, porém, o preconceito da sociedade impede essas transformações, haja vista que ele estigmatiza o PcD, ao associar como incapaz e minimizar a capacidade de realizar atividades do cotidiano. Posto isso, é inegável que o prejulgamento com pessoas com deficiência é a ideia torta de que estes são inferiores a pessoas sem deficiência, sendo um preconceito enraizado na sociedade segundo a publicitária Lau Patron.

Outrossim, a falta de informação sobre as habilidades das pessoas com deficiência está diretamente atrelado à falta de debates sobre esse tipo de discriminaçao. Sob esse prisma, o filme “O Extraordinário” retrata a história de um garoto que nasceu com uma deformidade facial e sofre bullying ao ser tratado de forma inferior aos outros. Fora das telas, essa é a realidade de muitos jovens deficientes, que sofrem diariamente as consequências da desinformação de que a deficiência é algo a ser corrigido, o que gera um tratamento diferenciado em relação a outras pessoas, resultando na falta de autoconfiança e baixa autoestima do PcD. Assim, é inquestionável o efeito negativo da falta de pesquisa sobre pessoas com deficiência, o que alimenta questões como o sentimento de inferioridade e invisibilidade, tendo em vista que o preconceito não respeita a dignidade do outro, em razão da falta de informação.

Depreende- se, portanto, que o preconceito intrincado na sociedade e a desinformação sobre as aptidões das pessoas com deficiência impedem o combate dessa problemática. Desse modo, é essencial que o Ministério da Saúde promova seminários para todo o Brasil, por meio de debates em suas mídias sociais sobre a necessidade do tratamento igualitário com PcD, para que assim estes não sofram com o efeito negativo do preconceito e desinformação no seu crescimento individual.