Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 12/02/2021

Na série irlandesa, VIKINGS, o personagem Ragnar ao ver que seu filho é deficiente das pernas, decide larga-lo as margens do rio por julgar que ele não é “DIGNO”. Fora da ficção, as pessoas portadoras de alguma deficiência são tratadas de maneira análoga tal como na série, pois, enfretam pré julgamentos e são datados como seres inferiores por grande parcela da população. DESSA forma, é importante analisar as causas que compactuam para o capacitismo persistir na sociedade brasileira.       Sob essa perspectiva, é necessário abordar o preconceito sofrido por essa camada da população. Apesar dos esforços governamentais para incluir os deficientes em todos os âmbitos da sociedade, ainda se veem pessoas com olhar de desprezo e discriminação acerca dessa inclusão, visto que, acreditam que o deficiente é incapaz de realizar algo ou necessita sempre de ajuda para fazer determinada tarefa, além de servir apenas como exemplo de superação. A frase do físico alemão, Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, ajuda a compreender o porque essa discriminação ainda persistir na sociedade contemporânea.

Ademais, a falta de representatividade em novelas, séries e filmes não deixa de ser uma forma de preconceito que também se enquadra no capacitismo.Sabe-se que a indústria midiática não da  espaço suficiente para pessoa com deficiência, por não encaixarem no padrão de “beleza física” imposta pela mídia de entretenimento, fato no qual mascara e esconde a realidade da sociedade brasileira, o qual é composta por cerca de 45 milhões de pessoas com deficiência segundo o IBGE. Dito isso, essa forma de discriminação faz com que pensemos a deficiência como uma coisa distante ou menos comum do que realmente é, logo é necessária medidas para atenuar esse impasse.

Diante do exposto, torna-se imprescindível politicas que diminuem essa problemática no Brasil. Para tanto o Governo federal, em parceria com mídias sociais, devem promover debates sobre o capacitismo na população, por meio de propagandas em horários nobres e lives com pessoas qualificadas no assunto, com o fito de extirpar a discriminação relacionada ao capacitismo, além de inserir essas pessoas na sétima arte mostrando a pluralidade e realidade da sociedade brasileira. Para assim casos como o de Ragnar seja simplesmente ficção.