Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/02/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Diante dessa perspectiva, convém analisar as principais consequências de tal postura negligente para sociedade.

Nesse sentido, é fundamental apontar as discriminações e violências praticadas contra pessoas com deficiências como um dos impulsionadores do capacitismo no Brasil. Além disso, pode-se destacar, os diversos problemas psicológicos causados pelo capacitismo, o principal deles é a depressão. Por outro lado, as principais consequências dessas discriminações exacerbada é o afastamento social da vítima, isolamento; negacionismo e suicídio. Diante de tal exposto, segundo pesquisas recentes do jornal O GLOBO, mais de 60% dos deficientes no Brasil já sofreram algum tipo de discriminação e mais de 15% violências físicas. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Ademais, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para incentivar de forma efetiva o fim do capacitismo no país. Outrossim, é intolerável que o governo brasileiro não tenha um plano coordenado para desmotivar as discriminações contra deficientes na federação, países como Noruega, Alemanha e Reino Unido têm penas severas e leis efetivas que beneficiam os deficientes contra os abusos dos preconceituosos, porém no Brasil, observamos o não comprimento das leis já existentes. Segundo o escritor irlandês Oscar Wilde, a " insatisfação " é o primeiro passo para o progresso de um homem ou nação.

Diante dos fatos argumentados, é necessário que os Ministérios da Justiça e Educação em conjunto com o congresso nacional, aja fazendo campanhas educativas, fiscalizando leis já existentes e implementando leis mais severas no combate ao capacitismo, por meio de placas nas ruas que incentivem a população a respeitar, ajudar e lutar pelos direitos dos deficientes; implementar matérias nas escolas que discutam sobre a problemática, fiscalizar e fazer cumprir as leis já existentes e seguir exemplos de sucesso como Noruega, Alemanha e Reino Unido.