Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 16/02/2021
A cidade-estado grega Esparta costumava sacrificar os indivíduos portadores de deficiência, por considerar-lhes inválidos para a sociedade da época. Hodiernamente, essa população ainda sofre com pensamentos inadequados, que geram estigmas relacionados às pessoas com deficiência (PCDs). Nesse panorama, seja pelo preconceito da coletividade, seja pela desinformação da família, o capacitismo deve ser combatido no Brasil.
Em um primeiro momento, cumpre abalizar que o coletivo social cristalizou preconceitos contra essa parcela populacional. Sob tal égide, Albert Einstein, célebre cientista, afirmou que é mais simples desintegrar o núcleo de um átomo do que um preconceito. Assim, não raro, encontra-se na sociedade vilipendiadores que costumam adotar dolosamente termos inidôneos como “aleijado”, para se referir a cadeirantes ou muletantes. Consequentemente, sob tais agressões, essas pessoas, lamentalvemente, ficam à parte da sociedade e da contrução identitária do país.
Ademais, há a problemática da desinformação da família orbitando sobre a temática. Nesse diapasão, Sócrates, filósofo clássico, asseverou que “o erro é fruto da ignorância”. Nessa perspectiva, os entes das PCDs, por não possuírem a devida instrução, privam esses indíviduos de uma adequada formacional educacional, por acharem que eles não se enturmarão com os demais. Não obstante, essa privação inibe a participação plena desse público, futuramente, no mercado de trabalho.
Portanto, medidas devem ser tomadas. Cabe ao Congresso Nacional, por meio de processo de emenda constitucional, inserir o preconceito à PCDs no rol de crimes imprescritíveis e inafiançáveis a fim de coibir agressões verbais e físicas a esses cidadãos. Outrossim, é salutar que o Ministério da Cidadania, atráves de ato normativo, incentive com dinheiro e instrução psicopedagócica as famílias dessas pessoas para que elas se formem e adentrem no mercado de trabalho e na construção nacional. Destarte, poder-se-á o capacitismo ser abandonado no passado espartano.