Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 17/02/2021

No período do nazismo, as pessoas que nasciam com alguma deficiência física ou mental eram tratados como inválidos e considerados como descarte. Nos dias atuais, apesar do modo de pensar da população ter mudado consideravelmente, os desafios para o combate ao capacitismo ainda são grandes. Nesse sentido, não somente a reduzida acessibilidade ofertada, mas também os esteriótipos e enraizados entram como principais problemáticas acerca do tema.

Preliminarmente, cabe ressaltar que a reduzida acessibilidade ofertada é um grande empecilho para o progresso. Isso acontece porque os indivíduos que possuem alguma deficiência não têm a devida atenção pelos governantes, possuindo inúmeras falhas como, por exemplo, a falta de rampas de acesso ou a falta de programas em computadores que transcreva o que o professor diz no microfone. Concomitantemente, em 2010, o então ministro do STF, Dias Toffoli, suspendeu o decreto que incentivava a criação de escolas específicas para indivíduos com limitações. De acordo com dados do IGBE do mesmo ano supracitado, cerca de 6.7% da população brasileira têm algum tipo de deficiência. Nesse ínterim, esse dado só comprova as dificuldades enfrentadas por esses no cotidiano.

Ademais, os esteriótipos enraizados também se qualificam como uma entrave para a resolução do problema. Tal motivo ocorre porque vários moldes foram dados aos cidadãos deficientes, muitos persistentes até hoje, que contribuem com a manutenção do preconceito e da exclusão e que não são esclarecidos de maneira a educar a sociedade no geral. Conforme dito pelo educador Paulo Freire, a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades. Dessa forma, essas visões perpetuam a ideia de que a pessoa com deficiência não tem lugar na sociedade ou, se quiser ter, terá que fazer esforços sobrehumanos para lidar com a discriminação e a falta de acessibilidade.

Portanto, torna-se imprescindível que mudanças emergenciais sejam realizadas diante da triste realidade. Nesse sentido, faz-se necessário que o Governo Federal, através dos municípios, providencie obras nas cidades que facilitem a acessibilidade dos deficientes conforme a necessidade de cada local, com o fito de que todos os cidadãos se sintam incluídos. Além disso, cabe ao Estado, por intermédio do Ministério da Educação, organizar palestras em escolas e universidades com psicólogos, para que sejam desmistificados antigos esteriótipos. Assim, poder-se-á ter um futuro país mais respeitoso e inclusivo.