Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 16/03/2021
Segundo o filósofo Kant, o ser humano possui duas virtudes que lhe são peculiares: razão e vontade. Sob essa ótica, evidencia-se a necessidade de a sociedade ter razão para perceber o capacitismo no Brasil e a vontade para combatê-lo. Nesse sentido, desafios como a desinformação sobre as habilidades das pessoas com deficiência (PcD) e o preconceito intrincado na sociedade impedem o combate às atitudes capacitistas. Desse modo, são prementes estratégias para superar esses obstáculos com vistas à valorização das aptidões desses indivíduos.
Nesse contexto, vale citar a falta de conhecimento sobre a capacidade das PcD como um obstáculo para mitigar o capacitismo no Brasil. Nesse viés, a atriz Regina Casé produziu um vídeo com sua filha, no qual informa como se comunicar e agir com uma pessoa com deficiência. Dito isso, há uma patologização das deficiências, em que as pessoas com essas características são tratadas como se tivessem doenças e problemas e não apenas atributos diferentes. Além disso, o efeito de incapacidade é frequentemente relacionado à essas pessoas, haja vista a maneira torpe de subestimação, a qual elas são submetidas a cada dia por pessoas desinformadas as quais não sabem como agir em situações com as PcD. Dessa forma, é inegável como a desinformação afeta de forma direta as pessoas com deficiência e diminui a força da luta às atitudes capacitistas.
Sob esse prisma, o filme “A Teoria de Tudo” mostra a história real de Stephen Hawking, um físico o qual mesmo com grandes limitações físicas faz descobertas importantes no mundo científico. Fora das telas, é muito presente na sociedade a ideia torta de que pessoas com deficiências são inferiores às outras chamadas, erroneamente, de normais, o que resulta em uma imposição de um padrão a qual ninguém possui deficiências. Ademais, esse preconceito enraizado na população cria um estigma fortalecedor dessa intolerância a partir de ideias equivocadas as quais são fabricadas com o intuito de difamar as PcD. Por conseguinte, é indubitável como efeito desse preconceito associado às deficiências, um abismo entre “normais” e “anormais”, demonstrando-se frequente na hodiernidade.
Diante dos fatos supracitados, evidencia-se a desinformação sobre as PcD e o preconceito enraizado na sociedade como desafios presentes no combate ao capacitismo. Logo, faz-se imperioso que o Ministério da Saúde promova debates e discussões acerca de como atitudes capacitistas prejudicam PcD, por meio de vídeos e aulas on-line sobre a importância da luta contra o preconceito e a desinformação, com o fito de instruir a população sobre a relevância dessa luta. Assim, poderá haver uma sociedade com cidadãos mais críticos, éticos e pensantes.