Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 26/02/2021

O canal “ Vai uma mãozinha Aí?”, criado por Marina Torquato no youtube, aborda temas sobre o capacitismo e suas manifestações na sociedade. Dito isso, o capacitismo está associado à muitos anos com “ pessoas que têm deficiência são inferiores às demais “. Nesse sentido, os desafios para combater o capacitismo no Brasil envolvem a falta de representatividade no cenário LGBTQ+ e a falta de conhecimento. Desse modo são prementes estratégias para a superação desses obstáculos, em nome da integridade das pessoas com deficiência.

Em primeiro plano, a série Special da netflix, retrata a vida de um jovem gay com paralisia cerebral, onde mostra a rotina do personagem que resolve pegar a direção de sua própria vida profissional e amorosa. Fora das telas, denota-se que apesar de que o cenário LGBTQ+ tenha sido bem representado, pessoas que sofrem com o capacitismo e fazem parte da comunidade, podem não ser bem aceitas e sofrerem algum tipo de preconceito na vida real. Nesse sentido, tal realidade revela que a sociedade isolam pessoas que tem um certo tipo de deficiência e também, não é visto com alta demanda, filmes e séries que abordam o capacitismo em pessoas LGBTQ+. Ademais, comentários desnecessários como “Além de ser cego, é gay” são vistos na sociedade. Posto isso, deve-se refletir sobre a importância da representatividade de pessoas com capacitismo e que são LGBTQ+ em filmes, novelas, séries.

Em segunda análise, em homenagem ao dia do surdo, Regina Casé e sua filha Benedita, dão aulas sobre o capacitismo e como agir de forma anti-capacitsta. Sob esse prisma, vídeos como estes são de extrema importância para a sociedade, uma vez que, grande parte não tem conhecimento sobre o capacitismo e como agir. Nesse viés, observa-se que, muitas das vezes, quando é vista uma pessoa que anda de cadeira de rodas, por exemplo, muitos querem ajudar, sem mesmo saber da causa. Contudo, tal gesto demonstra ignorância, pois a pessoa com capacitismo não pediu ajuda, e mesmo assim as pessoas querem ajudar, pois ainda existe o pensamento de que pessoas com deficiência necessitam de ajuda. Diante dessa conjura, por mais que o pensamento de que “estou fazendo o bem” permaneça, muitas das vezes pessoas que têm o capacitismo, se sentem incomodadas por serem tratadas diferentes, afinal, todos são iguais. Assim, é pertinente a sociedade ter conhecimento do capacitismo.

Infere-se, portanto, que os desafios para combater o capacitismo no Brasil envolvem a falta de representatividade no cenário LGBTQ+ e a falta de conhecimento. Logo é basilar que o Ministério da Saúde e da Educação promovam seminários por meio de palestras onlines com orientações sobre o que é o capacitismo e como agir na sociedade com o intuito de combater os preconceitos. Desse modo, poderá haver uma sociedade mais inclusiva com todos.