Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 27/02/2021
Segundo o educador e filósofo, Paulo Freire, a inclusão se aprende com as diferenças e não com as igualdades. Partindo dessa premissa, é perceptível que o respeito à diversidade torna a sociedade mais harmônica e unida, entretanto, um obstáculo muito presente como o capacitismo, impede esse crescimento. Nesse sentido, os desafios para combater o capacitismo no Brasil envolvem a falta de informação e o preconceito trincado na sociedade. Desse modo, são prementes estratégias de superação desses obstáculos, em nome da integridade das pessoas com deficiência.
Primeiramente, a atriz Regina Casé e sua filha, no dia do surdo, fizeram um vídeo mostrando exemplos de atitudes capacitistas encontradas no cotidiano dos deficientes. Dito isso, é notório que mesmo os deficientes compondo 1 bilhão da população mundial, não sabemos abordá-los. Sob esse prisma, é inegável que esse vídeo é de extrema importância, para normalizar o convívio com deficientes. Assim sendo, conhecendo mais sobre esse mundo incentiva a minimização do capacitismo.
Em segundo plano, na série The good doctor, em que o protagonista é um médico autista e batalha com o preconceito no ambiente de trabalho, onde é subestimado por colegas e pacientes, visto sua deficiência. Fora da ficção, é perceptível que esse preconceito está inserido na sociedade, com a ideia de que os deficientes são “vítimas, coitados e incapazes”. Além disso, termos como “retardado” e “demente” sao muito usados como forma de ofender. Diante disso, a seriedade dessas doenças não são levadas em consideração, e a ideia de que os deficientes são menos capacitados deve ser desconstruída, uma vez que, essas não os tornaram menos qualificados. Dessa forma, é observado como o preconceito paralelamente com a falta de informação, dificultam a normalização dos deficientes na sociedade e a imprescindibilidade de combater tal problemática.
Depreende-se, portanto, que a falta de informação e o preconceito sao desafios para combater o capacitismo no Brasil. Logo, é imperioso que o Ministério da Saúde promova seminários por meio de palestras online nas redes sociais, sobre a normalização do convívio com os deficientes com orientações acerca de como aborda-los sem ofender-los, com o intuito de desconstruir a ideia de que por conta de suas deficiências esses sao alvos de pena, e assim esperar uma sociedade mais harmônica e unida.