Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 02/03/2021

O filme “Extraordinário” relata a história de Auggie, um garoto com deformidade facial causada por uma síndrome e que, pela primeira vez, irá ingressar em uma escola, a qual não está preparada para lidar com o diferente. Assim, mesmo sendo vítima de bulllying, ele tenta mudar a concepção das pessoas daquele local a respeito de sua capacidade. Fora da ficção, ações como esta são realidade no Brasil. Muitas pessoas que apresentam alguma deficiência são, ou já foram vítimas de capacitismo, por não possuírem um modelo corporal e/ou intelectual considerado “normal” pela sociedade. Diante disso, torna-se essencial discutir sobre esse preconceito de matriz estrutural, além da falta de conscientização sobre a importância da inclusão desses cidadãos.

Nesse contexto, há muito tempo, o capacitismo está enraizado de forma histórica, institucional e social em nossa sociedade, podendo citar como exemplo, bebês que eram mortos ou abandonados quando nasciam fora dos padrões, na antiga cidade de Esparta. Desde então, é perceptível que, devido há práticas como essa, se tornou tão comum na atualidade discriminar pessoas que nascem com deficiência, definindo-as como incapazes, inferiores, e até incompletas em relação aos padrões estéticos da sociedade, que essas ações já não são mais vistas como um problema. Dessa forma, constata-se a necessidade de conscientizar a população acerca dessa situação que fere a dignidade humana.

À luz disso, a falta de medidas que possibilite uma verdadeira inclusão dos portadores de deficiência, como a inserção social e também, no mercado de trabalho, além da criação de uma acessibilidade adequada nos espaços, restringem sua participação na sociedade. Isso mostra como o governo, em pleno século XXI, ainda apresenta ineficácia no tratamento do assunto, considerando que, segundo o IBGE, mais de 20% dos brasileiros possuem algum tipo de deficiência. Destarte, a ausência de políticas que promovam a independência de pessoas com deficiência, vão contra ao que é garantido pela Constituição.

Infere-se, portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Faz-se necessário que o Ministério da Cidadania realize campanhas nas redes sociais e em canais de televisão, conscientizando a população sobre o preconceito estrutural existente em relação as pessoas com deficiência e, reforce a necessidade de enfrentar o capacistismo, a fim de acabar com esse problema no Brasil. Ademais, o Governo deve buscar medidas que incluam devidamente estes portadores na sociedade, por meio do financiamento em acessibilidade, como a construção de rampas, por exemplo, com o objetivo de garantir os direitos básicos destes, para assim, acabar com o capacistismo no país.