Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 06/03/2021

Segundo o educador e filósofo Paulo Freire, a inclusão se aprende com as diferenças e não com as igualdades. Partindo dessa premissa, é perceptível que o respeito à diversidade torna a sociedade mais harmônica e unida, entretanto, um obstáculo, como o capacitismo, impede esse crescimento. Nesse sentido, os desafios para combater o capacitismo no Brasil envolvem a falta de informação e o preconceito intrincado na sociedade. Desse modo, são prementes estratégias de superação desses obstáculos, em nome da integridade das pessoas com deficiência.

Em primeiro lugar, é notório a falta de informação sobre as habilidades dos deficientes como um desafio para combater o capacitismo. Sob esse prisma, vale citar o video feito pela atriz Regina Casé e sua filha, no dia do surdo, para mostrar exemplos de atitudes capacitistas encontradas no cotidiano dos deficientes. Dito isso, o vídeo ressalta a desinformação em relação à capacidade dos deficientes, os quais são vistos, muitas vezes, como inaptos para realizar atividades simples do dia a dia, mesmo com sua habilidade cognitiva preservada. Assim sendo, é inegável que a transmissão de informação é importante para normalizar o convívio com deficientes, pois conhecer mais sobre esse mundo incentiva a minimização do capacitismo.

Em segundo plano, percebe-se a relevância do preconceito enraizado no corpo social do Brasil como um obstáculo para impedir o avanço do capacitismo. Nesse viés, a série “The good doctor”, retrata um médico autista, subestimado por colegas e pacientes, em razão do seu transtorno. Fora da ficção, é perceptível a ideia de que os deficientes são “vítimas, coitados e incapazes”, além de serem estigmatizados com termos como “retardado” e “demente”, muito usados como forma de ofender. Dessa forma, é indiscutível a necessidade de combater o preconceito, como forma de desconstrução da ideia de que os deficientes são menos capacitados.

Depreende-se, portanto, que a falta de informação e o preconceito sao desafios para combater o capacitismo no Brasil. Logo, é imperioso que o Ministério da Saúde promova seminários por meio de palestras on-line ministradas por deficientes, nas redes sociais, sobre a normalização do convívio com os pessoas com deficiência e orientações acerca de como abordá-las sem ofendê-las, com o intuito de desconstruir a ideia de que, por conta de suas limitações, eles sao dignas de pena, e, assim, esperar por uma sociedade mais harmônica e unida.