Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 07/03/2021
Segundo o educador e filósofo Paulo Freire, a inclusão se aprende com as diferenças e não com as igualdades. Partindo dessa premissa, é perceptível que o respeito à diversidade torna a sociedade mais harmônica e unida, entretanto, um obstáculo, como o capacitismo, impede esse crescimento. Nesse sentido, os desafios para combater o capacitismo no Brasil envolvem a falta de informação e o preconceito intrincado na sociedade. Desse modo, são prementes estratégias de superação desses obstáculos, em nome da integridade das pessoas com deficiência.
Em primeiro lugar, é evidente a falta de informação sobre as habilidades dos deficientes como um desafio para combater o capacitismo. Sob esse prisma, vale citar o video feito pela atriz Regina Casé e sua filha, no dia do surdo, para mostrar exemplos de atitudes capacitistas encontradas no cotidiano dos deficientes. Dito isso, o vídeo ressalta a desinformação em relação à capacidade dos deficientes, os quais são vistos, muitas vezes, como inaptos para realizar atividades simples do dia a dia, mesmo com sua habilidade cognitiva preservada, conforme pesquisas do Instituto Ipsos. Assim sendo, é inegável que a transmissão de informação é importante para normalizar o convívio com deficientes, pois conhecer mais sobre esse mundo incentiva a minimização do capacitismo.
Em segundo plano, percebe-se a relevância do preconceito enraizado no corpo social do Brasil como um obstáculo para impedir o avanço do capacitismo. Nesse viés, a série “The good doctor” retrata um médico autista, subestimado por colegas e pacientes, em razão do seu transtorno. Fora da ficção, é perceptível a ideia de que os deficientes são “vítimas, coitados e incapazes”, além de serem estigmatizados com termos como “retardado” e “demente”, muito usados como forma de ofender. Dessa forma, é indiscutível a necessidade de combater o preconceito, como forma de desconstrução da ideia de que os deficientes são menos capacitados.
Depreende-se, portanto, que a falta de informação e o preconceito são desafios para combater o capacitismo no Brasil. Logo, é imperioso que o Ministério da Saúde promova campanhas por meio de propagandas nas mídias e redes sociais, com depoimentos de deficientes sobre a normalização do convívio com os pessoas com deficiência e orientações acerca de como abordá-las sem ofendê-las. Tal ação tem o intuito de desconstruir a ideia de que, por conta de suas limitações, eles sao dignas de pena. Destarte, poderá haver uma sociedade mais harmônica e unida.