Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 08/03/2021

O canal “Vai uma mãozinha aí?”, criado por Marina Torquato no Youtube, aborda temas sobre o capacitismo e suas manifestações na sociedade. Dito isso, é notório que essa problemática interfere na vida de pessoas com deficiência e deve ser combatida. Nesse sentido, os desafios para impedir atitudes capacitistas no Brasil envolvem o preconceito intrincado na sociedade e a falta de conhecimento sobre as habilidades dos deficientes. Desse modo são prementes estratégias para a superação desses obstáculos, em nome da integridade das pessoas com necessidades especiais.

Em primeiro plano,  o preconceito intrincado no corpo social do Brasil é um impasse no combate ao capacitismo.Nesse viés, a série “Special”, da Netflix, retrata um jovem gay com paralisia cerebral que resolve assumir a direção da sua própria vida profissional e amorosa. Fora das telas, denota-se que pessoas com deficiência podem não ser bem aceitas e sofrerem algum tipo de preconceito, visto que a sociedade isola indivíduos com limitações, os quais também não são vistos com alta demanda em filmes e séries. Aliado a isso, comentários discriminatórios, como “além de ser cego, é gay” configuram-se como empecilhos para o impedimento de atitudes capacitistas. Posto isso, é inegável o peso de atitudes preconceituosas para a persistência da desvalorização das habilidades dos deficientes.

Em segunda análise, a desinformação sobre os talentos dos deficientes constitui um obstáculo no combate ao capacitismo. Sob esse prisma, em homenagem ao dia do surdo, Regina Casé e sua filha, Benedita, orientaram sobre como agir de forma anticapacitsta. Sob essa ótica, vídeos como esse são relevantes, haja vista que grande parte da população não tem conhecimento sobre como agir diante de deficientes, de acordo com pesquisas do Ibope Inteligência. Ademais, por vezes, muitos querem prestar ajuda a portadores de deficiência, sem solicitação, o que demonstra ignorância, pois ainda existe o pensamento de que pessoas com limitações não são capazes. Assim sendo, é inquestionável a magnitude de ações esclarecedoras, como o vídeo de Regina Casé, para informar sobre as habilidades dos deficientes e descontruir estigmas ligados à sua condição.

Depreende-se, portanto, que os desafios para combater o capacitismo no Brasil incluem o preconceito e o desconhecimento sobre as aptidões dos deficientes. Logo é imperioso que o Ministério da Saúde promova seminários educativos, por meio de palestras e vídeos, como o de Regina Casé e do canal “Vai uma mãozinha aí?”, nas mídias e redes sociais, com esclarecimentos sobre o que é o capacitismo e como agir sem ofender e inferiorizar indivíduos com necessidades especiais. Tal ação tem  o intuito de combater os preconceitos e mitigar atitudes capacitistas. Desse modo, poderá haver uma sociedade mais inclusiva com todos.