Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 09/03/2021

O canal “ Vai uma mãozinha aí?”, criado por Marina Torquato no Youtube, aborda temas sobre o capacitismo e suas manifestações na sociedade. Dito isso, é notório que essa problemática interfere na vida da pessoa com deficiência (PcD) e deve ser combatida. Nesse sentido, os desafios para impedir atitudes capacitistas no Brasil envolvem o preconceito intrincado na sociedade e a falta de conhecimento sobre as habilidades das PcD. Desse modo, são prementes estratégias para a superação desses obstáculos, em nome da integridade desses indivíduos.

Em primeiro plano, o preconceito intrincado no corpo social do Brasil é um impasse no combate ao capacitismo.Nesse viés, a série “Special”, da Netflix, retrata um jovem homossexual com paralisia cerebral que resolve assumir a direção da sua própria vida profissional e amorosa. Fora das telas, pessoas com deficiência podem não ser bem aceitas e sofrer algum tipo de preconceito, já que a sociedade isola indivíduos com limitações, que também não são vistos com frequência em filmes e séries. Além disso, comentários discriminatórios, como “além de ser cego, é gay”, “ela é tão inteligente, nem parece que é surda” configuram-se como empecilhos para o impedimento de atitudes capacitistas. Posto isso, é inegável o peso de atitudes preconceituosas para a persistência da desvalorização das habilidades das Pcd.

Em segunda análise, a desinformação sobre as competências dos indivíduos com deficiência constitui um obstáculo no combate ao capacitismo. Sob esse prisma, em homenagem ao dia do surdo, Regina Casé e sua filha, Benedita, orientaram sobre como agir de forma anticapacitsta. Sob essa ótica, vídeos como esse são relevantes, haja vista que grande parte da população não tem conhecimento sobre como agir diante de pessoas com deficiência. Ademais, por vezes, muitos querem prestar ajuda a essas pessoas, sem solicitação, o que demonstra ignorância, pois ainda existe o pensamento de que pessoas com limitações físicas ou mentais não são capazes. Assim sendo, é inquestionável a magnitude de ações esclarecedoras, como o vídeo de Regina Casé, para informar sobre as habilidades da PcD e descontruir estigmas ligados à sua condição.

Infere-se, portanto, que os desafios para combater o capacitismo no Brasil envolvem o preconceito e o desconhecimento sobre as aptidões dos PcD. Logo, é imperioso que o Ministério da Saúde promova seminários educativos, por meio de palestras e vídeos, como o de Regina Casé e do canal “Vai uma mãozinha aí?”, nas mídias e redes sociais, com orientações sobre o que é o capacitismo e como agir sem ofender e inferiorizar indivíduos com deficiência. Tal ação tem o intuito de combater os preconceitos e mitigar atitudes capacitistas. Destarte, poderá haver uma sociedade mais inclusiva com todos.