Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 12/03/2021
Assiste-se, na atualidade, diversos estigmas enraizados na sociedade, dentre eles o capacitismo, preconceito contra pessoas com deficiência (PCD). Tal contexto hierarquiza as características corporais e exclui, em condições específicas, julgados como incapazes. Dessa forma, resta analisar o desafios dessa problemática.
De início, é valido saliente uma aptidão familiar do preconceito contra PCDs. Sob esse prisma, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a família é responsável pela primeira socialização do indivíduo. Ou seja, o capacitismo não surgiu agora, nem foi decorrente da vontade de uma única pessoa, mas é fruto de uma construção social e histórica que julga e segrega todos os considerados “diferentes”. Isso acabou sendo ensinado de pais filhos entre as gerações.
Ademais, é visível que o descaso governamental também contribui para tal discriminação. Nesse sentido, segundo o filósofo grego Aristóteles, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Todavia, não é isso que ocorre na realidade brasileira, o poder público não realiza nenhuma campanha ou política pública contra o capacitismo e outros preconceitos enraizados, indo de encontro com a teoria do pensador da antiguidade. Logo, é necessário combater esse cenário.
Portanto, medidas são necessárias para diminuir o impasse no seio da sociedade nacional. Dessa forma, o Governo Federal, apoiado pelo Ministério da Educação e pelas secretarias municipais, deve realizar campanhas nas escolas contra a discriminação, com foco no capacitismo, por meio de palestras e rodas de conversas entre professores e aluno, a fim de desconstruir os preconceitos ensinados pela família e criar uma geração aberta a tais discussões. Somente assim, a teoria de Aristóteles será melhor consolidada na realidade brasileira.