Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 18/03/2021

No livro “Extraordinário” de Raquel Jamillo, é narrado a vida de “August” que possuía uma síndrome genética que o torna diferente fisicamente das outras crianças, mas busca de uma forma leve mostrar a igualdade e o respeito com pessoas com deficiência.Análogo a essa obra, nota-se que, na nação tupiniquim, prevalece o errôneo ideal de que as pessoas com deficiência são incapazes e inferiores em relação às outras pessoas.Desse modo, óbices, como a corponormatividade enraizada na sociedade gera esteriótipos capacitistas intesificando essa amálgama e retardando seu combate.

É indubitável que nos nichos sociais brasileiros o conceito da corponormatividade é uma forma capacitista de moldar o ser humano, hierarquizando pessoas sem deficiência como melhores e capazes. Nesse viés, o pensamento de Virginia Woolf expressa como as relações humanas, mesmo com as mudanças evolutivas, continuam irracionais, face a isto, é correlacionável com a redução de pessoas portadoras de deficiência como algo ruim, visto que a sociedade mostra um preconceito velado a esse grupo.Sob esse aspecto, o molde proposto pela corponormatividade levou a eugenia vista no século XX nos campos de concentração nazistas, em que, pessoas com deficiência eram mortas por “poluirem” a raça ariana, portanto, é factual que a corponormatividade é um desafio que gera o capacitismo.

Por conseguinte do padrão exigido pela sociedade verde amarela, é notório o surgimento de esteriótipos feitos contra pessoas que possuem limitações físicas.Nesse contexto, há o ideal de incapacidade de disernir ideias, falta de autonomia e necessitar de ajuda por serem visto como inferiores pela população que não possui deficiência, mostrando, assim, o preconceito velado e gerando a exclusão social das pessoas com necessidades especiais.Perante o exposto, é assegurado pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência a acessibilidade, condições para que tenha igualdade, inclusão social e punição para crimes de preconceito contra esse grupo, mas que infelizmente, é pouco conhecida e respeitada.

Observa-se, então, que é profícuo o combate do capaticitismo e a corponormatividade na população brasileira.Para tanto, é preciso de o Estatuto da Pessoa com Deficiência em parceiria com a mídia social, promova projetos informacionais sobre o capacitismo.Isso ocorrerá por meio de “post” ou vídeos nas redes sociais informando sobre a Lei Brasileira de Inclusão, convidando pessoas que possuem deficiência física para debates com o público e a exemplificação por meio de vídeos curtos como o capacitismo é feito pela sociedade. Dessa forma, essa amálgama enfrentada por pessoas com deficiências será amenizada pois a sociedade aprenderá de forma correta combater os esteriótipos, e, logo, a igualdade atingida  por August em “Extraordinário” será realidade no Brasil.