Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 17/03/2021

Durante o século 19 , pessoas com deficiência eram exibidas em circos no intuito de entreter o público. O acontecimento revela o preconceito com quem é diferente entre uma maioria, constantemente atrelados ao medo e à repulsa. Na contemporaneidade, essa realidade ainda não é tão diferente, visto que se seguiu um caminho de discriminação, bullying e diagnósticos ruins que os colocam como inválidas dentro da sociedade. Dentro desse viés, o capacitismo ainda é um desafio a se combater no Brasil, uma vez que há ainda o preconceito enraizado, falta de acessibilidade e falha educacional, o que acarreta na falta de conscientização sobre a relevância da inclusão.

Primeiramente, é valido ressaltar que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 25% da população têm algum tipo de deficiência. A partir da concepção capacitista, ligada à corponormatividade, que considera determinados corpos como inferiores quando situados em relação aos padrões corporais, é possível perceber que esse pensamento hierarquizado e naturalizado de conceber o corpo humano como algo que deva funcionar e agir sobre regras muito bem definidas, fazem com que ainda haja o preconceito com o deficiente, o vendo como incapaz e inferior.

Em segundo plano, é importante salientar também que, segundo dados do Censo Escolar 2016, pouco mais de um quarto das unidades da rede pública do país tem dependências acessíveis. No filme “Hoje eu quero voltar sozinho”, o protagonista Léo, estudante de 17 anos e deficiente físico, enfrenta diversas dificuldades de inclusão e rejeições na escola durante a trama. Fora das telas, esse preconceito ainda é presente nas escolas brasileiras, visto que, além da falta de acessibilidade, como nas formas de locomoção, disponibilização de materiais didáticos e meios de comunição apropriados, também na capacitação dos educadores, no que diz respeito a lidar com as diversas deficiências.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É necessário que o Ministério da Educação promova a conscientização dos alunos, por meio de palestras e campanhas midiáticas sobre a importância da inclusão para com os deficientes. Além disso, cabe ao mesmo investir tanto na estrutura das escolas e fornecimento de materiais didáticos adequados, quanto na capacitação dos educadores, principalmente nas formas de comunicação com os alunos, por meio da disponibilização de cursos gratuitos. Dessa forma, os deficientes poderão se sentir mais inclusos na sociedade, sofrendo menos com a discriminação.