Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 02/04/2021
Capacitismo: Uma questão social.
Na contemporaneidade, observa-se ,frequentemente, o capacitismo, que exprime o preconceito direcionado a pessoas com deficiência, o qual subestima esses indivíduos, seja no trabalho ou em outro âmbito social. Nesse viés, essa parcela populacional que sofre com a exclusão é julgada como incapaz para realizar determinadas atividades e, consequentemente, é tratada com discriminação. Sob esse aspecto, é fulcral abordar os desafios para atenuar práticas exclusivas e capacitistas como a esteriotipação e a falta de acessibilidade.
Em primeiro plano, cabe analisar a esteriotipação dessas pessoas com deficiência, as quais sofrem preconceitos sendo julgadas como inapropriadas para determinadas tarefas. Pode-se citar como exemplo, a dificuldade dessas para ingressar no mercado de trabalho, de acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente um por cento das Pessoas com Deficiência (PcDs) estão ativas no ambiente corporativo. Logo, observa-se o preconceito das empresas, porque, apesar de existir a lei de cotas, encontram uma forma de burlar essa legislação, ou então, agem com eugenia, escolhendo algum candidato à vaga que tenha uma deficiência considerada “menos pior”.
Outrossim, urge destacar a falta de acessibilidade, a qual segrega e marginaliza esses indivíduos, retirando o direito de ir e vir. De acordo com a “Cartilha de Direitos Humanos”, todos são iguais perante à Lei, então esse grupo deveria ter acessibilidade aos lugares, e não ter impedimento urbanístico para locomoção, por falta de adaptação dos espaços privados e públicos. Nesse viés, apesar de tantos direitos manuscritos, tais declarações não ocorrem na prática, ruas esburacadas, calçadas escorregadias, falta de rampas e outras adversidades corroboram com o capacitismo.
Destarte, analisa-se como essa mazela pode ser observado através da esteriotipação e da falta de acessibilidade, as quais fomentam a exclusão socioeconômica dos PCDs. Dessa forma, visando a uma sociedade mais igualitária, urge que as mídias se responsabilizem em divulgar palestras e comerciais em horários nobres, informando a população sobre os direitos do cidadão portador de alguma deficiência. Além disso, urge que as instituições públicas aumentem as fiscalizações em locais coletivos afim de verificar se possuem acessibilidade, caso contrário deverá ser aplicada a multa e reformas deverão ser realizadas.