Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 17/03/2021
Na sociedade espartana do século X a.c, as crianças recém-nascidas passavam por uma avaliação corporal, aqueles que possuiam alguma deficiência física eram sacrificados, pois as pessoas não acreditavam na capacidade militar desses indivíduos. Nesse sentido, na atualidade, esse pensamento ainda perpetua na sociedade, visto que , as pessoas pensam que uma deficiência pode tirar toda a capacidade de desenvolver habilidades motoras e mentais de um ser humano. Logo, é necessário destacar que a discriminação das pessoas especiais associada a falta de investiemento estatal na acessibilidade dos cidadãos são os principais agravantes da problemática do capacitismo.
Em primeiro lugar, o preconceito práticado pela sociedade está presente no dia a dia de pessoas com transtornos psíquicos ou deformidades físicas. No jornal El País , em 2017, foi publicada uma matéria sobre uma escola na Argentina. Nessa reportagem, foi explicado o caso de um menino que foi retirado de uma classe escolar por apresentar sinais de autismo. Nesse sentido, percebe-se o quão preconceituoso é o tecido social , isolando as pessoas que não são consideradas normais, além de fingir que essas pessoas não exitem por conta do medo de aquirir alguma doença ou ficar igual a elas. Desse forma , é inaceitável a forma como os seres racionais continuam tratando as pessoas com características diferentes no século XXI.
Ademais, vale também ressaltar, a negligência do governo em relação à disponibilidade de estruturas que permitem a inclusão de pessoas portadoras de má-formações. De acordo com o site Gestão escolar, 74% das escolas públicas não possuem à estrutura necessária para inserir os humanos especias no ensino acadêmico. De acordo com a Constituição de 1988, o princípio da isonomia é direito de todos sem distinção , mas percebe-se que esse princípio não é colocado em prática para todos os brasileiros, já que , os deficiêntes não possuem o aparato tecnólogico nem estrutural para desenvolver-se como um ser normal. Portanto, é mister que o Estado tome providência para melhorar a situação atual.
Diante disso, para amenizar o quadro atual, urge que o governo federal crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos meios de comunicação de massa, que concientizem as pessoas sobre o mal que elas podem causar discrimando as pessoas com deficiências , além de disponibilizar apostilas nas escolas públicas que expliquem desde cedo para as crinças o quão ruim é ser preconceituoso. Somado a isso, as escolas precisam de uma reestruturação tanto no âmbito tecnológico como na qualificação dos professores para conseguir incluir os deficiêntes; a fim de deixar a sociedade brasileira mais unida e também mais empática .