Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 23/03/2021
O capacitismo é a atitude preconceituosa praticada contra as pessoas com deficiência. Tal discriminação faz com que essas pessoas sejam julgadas como incapazes de executar qualquer função, como trabalhar, estudar, amar, ou gerir a própria vida, por exemplo. A concepção capacitista engloba desde a falta de acessibilidade nos espaços até a maneira com qual essas pessoas são tratadas e representadas. Certamente, como todo tipo de preconceito, este precisa ser combatido, para que essas pessoas não só possuam uma qualidade de vida melhor mas também liberdade de ir e fazer o que quiserem. Diante disso, existe alguns desafios para esse combate: A falta de informação e o preconceito.
Primeiramente, a desinformação é um grande obstáculo para extinguir o capacitismo. De certo, uma deficiência física não deveria desqualificar alguém mas a falta de informação pode, pois uma vez que não se conhece uma doença, é difícil reconhecer os limites de uma pessoa com deficiência. Ademais, o capacitismo pode estar nas falas e em certas exclusões. Muitas vezes isso é feito de maneira inconsciente mas deve ser modificado imediatamente.
Posteriormente, o preconceito é um dos maiores desafios para o combate do capacitismo. No século 19, pessoas com deficiência eram colocadas em circos, nos “reak shows”, ou show de aberrações e serviam para entreter o público, para fazer os outros rirem delas. Dessa forma, se sucedeu o bullying, a discriminação e o preconceito que coloca essas pessoas como inválidas dentro da sociedade. Na série Atypical, podemos ver as complicações que uma pessoa com deficiência passa todos os dias, inclusive dentro de casa, quando até mãe do personagem duvida da sua capacidade.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Educação juntamente com a família, criar um projeto nas escolas que por meio de palestras e atividades orientem sobre as deficiências e ensinem sobre as diferenças, com o objetivo de diminuir a desinformação e também tratar desde cedo o preconceito, pois como disse Pitágoras: “Ensinem as crianças e não será necessário castigar os homens”. Tal projeto deve ser organizado por médicos especialistas e deve ter um acompanhamento de perto dos responsáveis, para que não só as crianças tenham a oportunidade de aprender, como também os adultos.