Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 19/03/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os povos de uma mesma nação a manutenção do respeito entre os mesmos. Contudo o cenário brasileiro no que tange à questão dos desafios do combate ao capacitismo no Brasil demosntra justamente o contrário. Com isso, pode-se ver como causas agravantes desse problema o legado histórico capacitista carregado e a falta de representatividade de pessoas com deficiência na mídia.

Em primeira análise, evidencia-se como um grande responsável pela complexidade do problema o legado histórico capacitista que o mundo carrega. Como pensa Claude Lévi-Strauss, só é possível compreender adequadamente ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos que as antecedem. Nesse sentido, o capacitismo no Brasil, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrísecas ao passado brasileiro, dificultando ainda mais sua resolução.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de representatividade de PCDs na mídia. Para Rupi Kaur, “a representatividade é vital”. Sua tese é ilustrada através da alusão de uma borboleta que almeja ser como uma mariposa por ser rodeada por elas. Fora da poesia, enxerga-se que a questão do combate ao capacitismo no âmbito brasileiro é extremamente impactada pela lacuna de representatividade experienciada por pessoas com deficiência, lacuna essa que não está sendo encarada de forma adequada pelas autoridades midiáticas ou governamentais.

Sendo assim, é imprescindível a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Com a expectativa de amenizar ao máximo essa questão, cabe às escolas, juntamente com mídias de grande acesso, desenvolver debates acerca de obras literárias e cinematográficas que abordem a vivência de pessoas com deficiência. Tais discussões serão abertas ao corpo discente e acontecerão no ambiente escolar. Essas ações tem a esperança de promover a construção de um Brasil melhor.