Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 22/03/2021

Na pólis espartana, durante a Grécia Antiga, crianças com doenças físicas eram sacraficadas devido ao preconceito e ao estigma que carregavam. Entretanto, apesar dos esforços a fim de uma reparação histórica, o pensamento de que pessoas deficientes são inferiores é uma herança sociocultural que dificulta o combate ao capacitismo, além da escassa quantidade de informações disponíveis.

A princípio, a corponormatividade estimula crenças negativas e rejeita práticas inclusivas. Tal comportamento demonstra ações prejudiciais enraizadas, como a hierarquização das pessoas de maneira errônea. Assim, consoante ao pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade líquida é repleta de falhas nas habilidades sociais que dificultam a empatia. Dessa maneira, pensamentos de que deficientes não conseguem realizar tarefas do mundo do trabalho e não são boas pessoas para manter um relacionamento, demonstram que o capacitismo existe e pode machucar a saúde mental dos indivíduos.

Outrossim, a falta de representatividade nas mídias é um exemplo de marginalização de pessoas com deficiência, visto que são esteriotipados sem base médica. Ademais, tal conduta representa uma sociedade desinformada que não conhece a realidade de quem convive com as dificuldades do cotidiano. Sendo assim, estipular apenas um dia para lembrar de pcd (pessoas com deficiência) em vez de comentar durante o ano inteiro é uma forma de dificuldar o enfrentamento ao capacitismo no Brasil.

Dessa forma, é necessário que o Ministério da Saúde, em conjunto com as mídias, propaguem informações sobre o combate ao capacitismo por meio de anúncios digitais e folders nas escolas e ambientes de trabalho a fim de acabar com o preconceito. Além disso, é preciso que palestras sejam ministradas, por meio de profissionais da saúde, tanto em escolas quanto em empresas e indústrias, para que todos sejam conscientizados e enfrentem a batalha contra o capacitismo juntos.