Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 23/03/2021
O Darwinismo social é uma teoria cujo fora muito propagada no século XIX, principalmente no contexto de dominação do continente Africano por potências da época, como o Reino Unido, que desenvolve a ideia de que algumas sociedades eram dotadas de valores que as colocavam em condição superior às demais. No Brasil, é possível estabelecer conexão de tal ideia com a relação de hierarquização da parcela não deficiente da sociedade e os cidadãos deficientes, que se deparam com o capacitismo instaurado no corpo social, seja este por meio da absurda exclusão social ou pela falta de mecanismos necessários em ambientes públicos que atendam a todos os cidadãos.
Primeiramente, é incontrariável a falta de inclusão social de deficientes, sejam estes mentais, físicos ou cognitivos, na esfera social. Embora a representatividade de tal causa esteja tendo um aumento significativo por meio de séries e filmes, por exemplo, esta não é feita com as suas próprias vozes, como acontece na série “Atypical”, que retrata a jornada de Sam, um adolescente autista de 18 anos, que é interpretado por Keir Gilchrist, ator que não tem autismo.
Outro fator existente é a inviabilidade móvel e comunicável com que deficientes físicos têm que lidar no dia a dia em ambientes públicos. As calçadas de grande parte das cidades brasileiras não permitem uma trajetória tranquila aos cadeirantes e cegos, que enfrentam inúmeros buracos e falta de pisos táteis direcionais no meio do caminho. Quando se trata da questão comunicativa, entretanto, há o desafio de cegos e surdos que, muitas vezes, não encontram traduções de mensagens em braille e em libras em situações necessárias.
Portanto, para combater o capacitismo no cenário brasileiro, é necessário incluir, de fato, deficientes na sociedade de forma com que suas vozes sejam ouvidas, em áreas de entretenimento, trabalhistas e escolares, com os devidos mecanismos necessários implantados de forma que atendam a todos. Cabe aos cidadãos brasileiros se conscientizarem e tomarem a iniciativa de apoiar mudanças necessárias inclusivas no país e, também, é preciso encorajamento e estímulos governamentais para com tal inclusão, melhorando a qualidade de calçadas para haver uma melhor locomoção de deficientes e a inclusão do idioma libras na grade curricular estudantil. Assim, será possível equacionar as necessidades de mudança e inclusão no Brasil.