Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 26/03/2021

Capacitatismo de um autista na sociedade

O sonho de um casal é ter uma família, a espera do primeiro filho, 9 meses parece uma eternidade. Então o pediatra começa a identificar indicíos que algo está diferente, seu bebê não reage com outras crianças. É apático e indiferente, não sorri, não apresenta o desenvolvimento próprio da idade. Posteriormente se tem o diagnóstico: meu filho é autista.

O diagnóstico de uma deficiência cognitiva abala estruturalmente qualquer família, onde o primeiro preconceito pode surgir desde dentro de casa. Onde pais ou avós já punem a criança, pré determinando sua impossível capacidade, visto existir um atraso de aprendizagem. Na escola há poucas vagas em instituições especializadas. E de acordo com a lei brasielira, com a lei de inclusão social essas crianças tem autorização legal para participarem das aulas com outras crianças. Um estudo piloto no Brasil em 2011 identificou que o diagnóstico de autismo é feito ao 5 anos de idade e existem a proporção de 4 meninos para 1 menina. Já nos Estados Unidos da América o diagnóstico se faz aos 4 anos. Quanto mais precoce se identifica a deficiência é compreendida e tratada. No Brasil não há profissionais habilitados ao diagnóstico precoce.

Muitas vezes no ambiente escolar existe o capacitismo, pois com a lei de inclusão social, as crianças autistas podem vir a frequentar escolas não preparadas a elas. A criança não nasce preconceituosa, a sociedade a transforma. A criança segue exemplos principalmente de seus pais e muitas vezes estes tem um preconceito de que a criança autista é de baixo nível intelectual e incapaz de desenvolvimento. Os pais de outras crianças normalmente afastam os seus filhos da criança deficiente, como se o autista fosse algo contagioso. Por exemplo, em festas de aniversário, onde a expectativa é de uma confraternização entre as crianças. O autista é excluído devido seu comportamento diferenciado.

É necessário pela sociedade um melhor entendimento do autismo, assimilando que existem diversos níveis dessa doença onde a mais leve proporciona ao indivíduo um bom relacionamento com o meio externo, podendo conviver normalmente com a sociedade, estimulando o contato entre as crianças. No Brasil existe a lei federal 12764/2012 que estipula uma carteira de identidade nacional do autista, que o protege e pune a discriminação contra eles. É necessário agora o cumprimento da lei, pois o capacitismo ainda é abrangente dentro da sociedade brasileira.