Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 25/03/2021
Deficientes sem suporte: a problemática bola de neve que só cresce
Infelizmente, a sociedade sempre ignorou os deficientes e nunca deu prioridade a suas necessidades. Na Idade Média, por exemplo, as pessoas nem sequer pensavam nos deficientes como se fossem pessoas, aqueles que tinham alguma deficiência física ou mental eram frequentemente vistos como possuídos pelo demônio e eram queimados, assim como as mulheres consideradas bruxas. Esse capacitismo milenar ainda é recorrente nos dias atuais, inclusive, no Brasil, o governo é o primeiro a fechar os olhos para essas pessoas e não tornar ruas e lugares acessíveis.
Para realmente ver a problemática de perto pode-se olhar a história de Paulo César de Jesus, o universitário de 31 anos enfrenta muitos desafios para andar nas ruas de São Paulo e reclama: “O pior das calçadas é justamente as calçadas. Em muitos locais, como hospitais, universidades, para chegar até eles têm subidas, às vezes o local até tem acessibilidade, mas para chegar têm obstáculos”. Essa falta de acessibilidade nunca foi novidade, entretanto, ao mesmo tempo parece que o governo finge não ver estes problemas na acessibilidade pública aos deficientes.
Outro exemplo da triste falta de preocupação do governo com a acessibilidade aos deficientes é a medida provisória (MP 2017/2019) do Governo Bolsonaro adiou o prazo da Lei Brasileira da Inclusão para que as salas de cinema sejam acessíveis e ofereçam recursos para deficientes visuais e auditivos. É possível ver que, assim como foi feito com Paulo, as necessidades dos deficientes são deixadas de lado como se não tivessem nenhuma importância. Uma criança ou um adulto que não contém nenhum tipo de deficiência terá sempre experiências boas e fácil acessibilidade ao cinema ou a qualquer lugar, mas, pensando em uma criança ou adulto que portam alguma deficiência, suas experiências nunca serão as mesmas, já que nem em um ambiente de lazer, o cinema, não existe uma infraestrutura e recursos necessários.
Em suma, é direito de qualquer pessoa com qualquer tipo de deficiência se sentir segura e bem no lugar que vive, podendo andar e ir para onde quiser sem dificuldades de locomoção e acessibilidade. Com melhorias na infraestrutura e nos locais todos poderiam ter uma condição de vida melhor. Para tais melhorias, boas alternativas são o aumento da criação de campanhas de inclusão ao deficiente, propagação de hashtags nas redes sociais que conscientizem a população dos problemas que deficientes enfrentam, obras nas ruas do país projetadas pelos ministérios da Saúde, da Cidadania, da Educação e da Justiça e a disponibilização de mais ônibus que sejam próprios para cadeirantes.