Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 29/03/2021
Embora no Brasil seja muito presente o capacitismo, 6,7% da população brasileira, isso é, cerca de 14 milhões de cidadãos possuem algum tipo de deficiência podendo ser ela física, visual, auditiva, intelectual ou psicossocial. Esse preconceito contra pessoas com deficiência configura-se como um problema a ser resolvido, porém falas discriminantes presentes no cotidiano ou até mesmo a falta da acessibilidade de tais indíviduos em espaços são desafios para que o combate ao capacitismo ocorra.
Na sociedade em que vivemos, preconceituosa e capacitista, é possível encontrar esse preconceito em situações diárias, como em falas pejorativas onde a pessoa com deficiência é apenas resumida ao seu déficit ou colocada como incapaz de realizar qualquer atividade com autonomia. Em frases direcionadas à pessoas com deficiência, onde são citadas como um exemplo de superação, está sendo aplicado um capacitismo disfarçado, pois não é o fato de um índividuo conter algum déficit que o deixa incapaz de executar uma atividade como qualquer outro índivido executa.
Sendo um cidadão como outro qualquer, as pessoas com deficiências físicas tem o direito de ir e vir para qualquer lugar, porém nem sempre o acesso ao transporte é possível. A locomoção em calçadas e ruas é complicada, pois nelas é encontrado crateras e um pequeno espaço para circulação, impossibilitando o acesso de pessoas que fazem uso de uma cadeira de rodas ou de muletas.
Portanto, é evidente que os desafios encontrados para o combate do capacitismo caracteriza-se como um o problema a ser resolvido. Logo, cabe ao Ministério Público, por meio da monetização de obras em calçadas e ruas, diminuir o número de crateras e aumentar o espaço transitório. Nesse sentido, o intuito de tal ação aumentar a acessibilidade de pessoas com deficiências físicas de irem e virem para onde desejarem. Somente fazendo “pequenas” mudanças que vai ser atingido grandes objetivos.