Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 26/03/2021

“O capacitismo significa a discriminação de pessoas com deficiência”, o termo é pautado na construção social de um corpo padrão perfeito denominado como “normal” e da subestimação da capacidade e aptidão de pessoas de trabalhar, de frequentar uma escola de ensino regular, de cursar uma universidade, de amar, de sentir desejo, de ter relações sexuais etc,devido às suas deficiências. É notório que, muitas ações capacitistas estão relacionadas a nossa cultura na realização de piadas, à naturalização e hierarquização das capacidades corporais humanas que ofendem e afetam pessoas com deficiência.

Segundo o Art. 1º da lei brasileira “É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.” Porém sabemos que não há uma certa igualdade, pessoas com deficiência são geralmente excluídas da sociedade, seja no trabalho, na escola, na família etc. Isso se deve a cultura brasileira que banaliza xingamentos, relacionados às características físicas das pessoas.

“É difícil incluir esses indivíduos na sociedade, porque desconhecemos seus potenciais e suas limitações. Isso faz com que a deficiência seja encarada como um fardo ou um problema sem solução”, argumenta a fisioterapeuta Bertran Gonçalves Coutinho, da Faculdade Maurício de Nassau, na Paraíba. Esse fardo recai na mentalidade e no bem estar dessas pessoas. O problema também está na naturalização da sociedade, em relação a estas pessoas, e que por não possuir uma deficiência eles se colocam acima delas. A sociedade duvida de suas capacidades, em realizar qualquer coisa e por isso se colocam acima, porém eles possuem tanto potencial como nós. Em 2018, o Brasil registrou 11.752 casos de violência contra pessoas com deficiência, vendo que não podemos deixar de lado.

Podemos concluir que, o governo deveria dar suporte a essas pessoas tanto psicologicamente e fisicamente. Com a ajuda de psicólogos e médicos ao seu dispor, e também um programa de proteção. Poderia também realizar palestras e utilizar a mídia para conscientizar a população, assim podendo mudar o seu pensamento.