Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 26/03/2021
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 14 milhões de brasileiros possuem alguma deficiência, isso é 6,7% da população do Brasil. Porém, mesmo com uma grande parcela da população tendo algum tipo de irregularidade, é um assunto pouco comentado em todo o país. Por conta disso, a acessibilidade dessas pessoas é extremamente limitada, não tendo acesso a uma educação como as outras pessoas que possuem um corpo dentro dos padrões corponormativos, oportunidades de empregos, relações afetivas, entre outros. Junto com essa falta de acesso em relação a essas pessoas, a discriminação causada muitas vezes pela falta de conhecimento é recorrente, dado que 4 a cada 10 pessoas com deficiência já sofreram preconceito no ambiente de trabalho segundo (pesquisa feita pelo grupo Deficiencia em foco oficial).
Pessoas com quaisquer dificuldade ou deficiência são classificadas como inferiores e incapazes, sendo muitas vezes tratadas como exóticas, e isso é uma das maiores crueldades a se fazer com um ser humano que já enfrenta obstáculos diários. Nas escolas públicas, 43% dos alunos que sofrem bullying alegam que a causa foi sua condição física, e muitas vezes, a violência parte da psicológica à fisica. Nas áreas de trabalhos, com profissionais a discriminação continua, isso só abre nossos olhos para ver o retrossesso das pessoas.
Nem nos locais onde deveriam se sentir acolhidos essas pessoas são tratadas bem, ou olhadas como uma pessoa considerada normal/dentro dos padrões. 77% dos portadores dessas incapacidades de todo o país, se sentem desrespeitados.
Respeito é o direito básico de uma pessoa receber, e obrigação mínima de se dar. Aprender a enxergar os que tem alguma dificuldade e compreender que são todos iguais é de primordial importância, ser mais inclusivo deveria ser um pensamento mais recorrente, e propagar informação deveria ser obrigação.