Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 27/03/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. De maneira análoga a isso, os desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil, vem acontecendo constantemente nos dias de hoje. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a exclusão de deficientes na vida cotidiana social e o fato das pessoas usarem as deficiências como forma pejorativa.
Primeiramente, é indubitável que existe muita dificuldade na inclusão de deficientes no cotidiano da população. A luta para o direito dessas pessoas é de muito tempo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afirmam que 45,6 milhões de pessoas possui algum tipo de deficiência, o que iguala a 23,91% da população brasileira. Esses cidadãos enfrentam muitos obstáculos tanto profissionais e educacionais quanto sociais. De acordo com a terapeuta ocupacional Luciana Alvarenga, no mercado de trabalho é onde menos possui acessibilidade aos deficientes, porque muita das vezes os chefes das empresas acham que eles não tem capacidade suficiente para tal emprego. Mas até quando vamos ter essa ideia de que eles são insuficientes para algo, deficientes têm que ter os mesmos direitos, os mesmos cuidados.
Outrossim, é notório que existe uma grande falta de conhecimento sobre o modo de uso das deficiências em nosso vocabulário. No livro “Outra Sintonia: a história do autismo”, os autores lembraram de Donald Tripplet, primeira criança a receber um diagnóstico com autismo que foi classificado como “defeituoso” pelos médicos, em 1937. Isso é um exemplo de situações que acontecem muito hoje em dia, você quer xingar alguém e chama ela de autista, retardado, demente, entre outros. E isso acontece bastante por muitas pessoas não saberem que isso é errado, os deficientes são seres humanos e merecem respeito igual aos demais.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham amenizar essa dificuldade para o combate ao capacistismo em questão no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, leis que dêem prioridade nos atendimentos aos deficientes, normas para promover acessibilidade à eles e colocar em pauta esse assunto nas redes sociais, em avisos na televisão, fim de que todos tenham consciência sobre esse assunto e que pessoas com deficiências merecem todo o cuidado possível. Somente assim, pode-se garantir a inclusão e o respeito dessas pessoas.