Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 27/03/2021
O capacitismo não é uma invenção da atualidade: a teoria da eugenia surgida nos anos 1800 pelo inglês Francis Galton, tinha como finalidade utilizar-se da genética para “aprimorar” a raça humana a partir do cruzamento seletivo e, portanto, pessoas consideradas “indignas” não deveriam se reproduzir. O movimento eugenista foi bem recebido no Brasil no século XX, isto é, por mais que tenha sido um momento e contexto diferente, a discriminação contra pessoas deficientes está presente tanto no passado como atualmente. Relacionar esses indivíduos a anormalidade era e ainda é algo presente na sociedade brasileira. Portanto, as pessoas devem se conscientizar sobre o assunto e abordar uma discussão sobre o tópico, além disso, o governo deve repensar sobre sua ignorância no que diz respeito à acessibilidade dos deficientes nas atividades diárias.
Certamente, a exclusão é a principal consequência dessa chaga social, visto que os indivíduos acarretadores de certa deficiência são inseridos em uma posição inferior pelo resto da sociedade, uma vez que são julgados incapazes de realizar atividades diárias. Por conseguinte, quando mostram ser capazes de realizar uma simples tarefa, aquilo se torna motivo de aplausos, ou seja, as pessoas infelizmente caracterizam a deficiência do outro como sendo o diferencial e destaque, e não enxergam de fato a pessoa.
Ademais, essa incapacidade por parte dos deficientes que a população tanto acredita, não diz respeito à deficiência do indivíduo de fato, mas à falta de atenção do governo sobre os locais que dificultam a locomoção dessas pessoas, tais como falta de rampas em lugares públicos. É o que aponta a SPTrans no qual diz que 14% dos 14.705 coletivos em circulação em São Paulo não têm itens básicos de acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência.
De acordo com os dados apresentados, notamos a ignorância da sociedade em compreender os desafios que os deficientes enfrentam há muito tempo, portanto, o início de mudança tem que vir através do governo. Uma boa alternativa seria fornecer verbas para ajustar locais públicos que ajudem nas atividades diárias dos deficientes, tais como rampas e concertamento de buracos na calçada. Além disso, a propagação da campanha #ÉCapacitismoQuando pode ser novamente popularizada nas mídias sociais, partindo principalmente de influencers, que são os maiores influenciadores da internet nos dias atuais. Sendo assim, a sociedade dará um novo passo na luta contra a exclusão.