Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 28/03/2021

No século XIX, era comum ter pessoas com deficiência física expostas em circos, como forma de entretenimento para o público, que riam dessas pessoas, que também eram excluídas da sociedade. De maneira semelhante à realidade, nota-se que, no Brasil, a questão dos desafios para o combate do capacitismo ainda é um problema atual, pois essa discriminação está presente no cotidiano brasileiro. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de informações sobre essas incapacidades e a exclusão social.

Diante desse cenário, pode-se destacar a falta de informações sobre as deficiências físicas como um impulsionador do capacitismo. Segundo dados do portal AgênciaBrasil, muitas pessoas com deformidades, relatam sofrer preconceitos, como: bullying, acharem que são incapazes de fazer algo e críticas quando essas pessoas namoram um indivíduo que não tem a mesma doença. Desse modo, é notório que a sociedade deve ter consciência que ser portador de alguma privação corpória, não o faz incapaz de fazer e ser o que quiser, e que deve-se respeitar-los.

Outrossim, é possível identificar a falta de inclusão social dos brasileiros com os deficientes físicos. Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Nesse contexto, é incontrovertível que os portadores de privação corpórea, devem ser incluídos na comunidade, tendo uma vida profissional e amorosa normal, sem haver nenhum preconceito sobre essas pessoas e suas escolhas.

Em vista dos fatos supracitados, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para que o capacitismo amenize, urge que o Ministério da Educação promova palestras anuais para todas as séries escolares, que abordem a importância do respeito e da inclusão de pessoas com limitações físicas na sociedade, com o intuito de que desde a formação educacional primária haja um entendimento sobre esses indivíduos e suas deformidades para que os mesmos, não sofram com a exclusão e o estranhamento em o vê-los em lugares públicos. Assim, torna-se possível que a atual realidade seja diferente da que acontecia no século XIX.