Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 04/04/2021
Na cidade de Esparta, em plena Idade Antiga, as pessoas com deficiência física eram descartadas, visto que nessa época o porte físico era um atributo valorizado em guerras ou em estereótipos criados no período. Hodiernamente, entretanto, evidencia-se atitudes discriminatórias e violências dirigidas àqueles que possuem algum tipo de deficiência. Essas hostilidades podem ser denominadas de capacitismo e está alicerçada na sociedade em razão do preconceito estrutural e da falta de medidas que introduzam o deficiente no tecido social.
Em primeira análise, as pessoas que possuem algum tipo de deficiência são subestimadas ao realizarem alguma ação. Isso se deve a uma pré-concepção já enraizada na sociedade ou a um Fator Social, teoria sociológica de Durkheim. Tal teoria prega que o comportamento individual é influenciado pelo meio ao qual determinado indivíduo está inserido e infelizmente esse meio introduz a concepção de perfeição, na qual as pessoas deficientes não estão inseridas. Desse modo o “diferente” é renegado ou visto como uma exceção e práticas capacitistas são cada vez mais recorrentes. Logo, o estereótipo de perfeição é um conceito retrógrado que não abrange todas as realidades e fomenta o preconceito a essas pessoas.
Além disso, a discriminação pode estar associada á falta de medidas que introduzam o deficiente na sociedade. Tal afirmativa é evidenciada quando não há tradutores audiovisuais em programas de televisão populares ou rampas de acesso em lugares públicos. Dessa forma o princípio da isonomia previsto na constituição não é cumprido, visto que o deficiente é impossibilitado de viver uma vida digna igual a de outros brasileiros, bem como tem seu direito de ir e vir reprimido por um planejamento urbano que não considera essa camada da sociedade. À vista disso, com as dificuldades de sobrevivência na vida cotidiana, a minoria que se arrisca é oprimida por uma sociedade que não está familiarizada com as demandas de inclusão que devem ser introduzidas.
Torna-se claro, portanto, medidas corretivas à problemática em debate. para que isso ocorra, é necessária a intervenção do Estado, a partir de medidas que corroborem para a inclusão das pessoas que possuem algum tipo de deficiência, como construção de rampas em lugares públicos e leis que coajam os grandes meios de comunicação a terem tradutores audiovisuais. Bem como campanhas que expliquem a problemática do capacitismo. Isso, consequentemente, contribuiria não só para uma maior inclusão, mas também para a conscientização de pessoas que nunca ouviram falar sobre o tema. Assim, o problema será resolvido e o capacitismo não se alicerçará na sociedade atual.