Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 28/03/2021
No passado, já houve assassinatos em massa de deficientes, destacando um molde a ser seguido. Este molde é belo e perfeito, fomentando a exclusão de grupos que não se encaixam dentro dele. Mas não só antigamente, no cotidiano ainda é visível a existência de comportamentos excludentes, como a corponormatividade e a reprodução de estereótipos capacitistas. Portanto, no Brasil, é possível dizer que a estrutura social tal como ela é dificulta o combate ao capacitismo.
Em primeira análise, a idealização do padrão corporal perfeito marginaliza deficientes. Por exemplo, as propagandas de cerveja sempre giram em torno de um corpo atlético e ausente de deficiências, reforçando a corponormatividade. Isto é, a fixação de figuras perfeitas no imaginário popular afasta o conhecimento de realidades díspares, tornando uma parcela significativa à parte da maioria.
Ademais, a presença de estereótipos capacitistas na mentalidade brasileira faz a manutenção do pensamento que pessoas com deficiência não tem lugar na sociedade. Desse modo, um dos estereotipos capacitistas é emblemar um indivíduo com limitação física a condição de herói. Como é visto, então, em reportagens sensacionalistas que abordam histórias de superação. Uma amostra catedrática é a narrativa de vida de Frida Kahlo que é frequentemente representada pelas dificuldades sofridas ao longo de sua jornada. Logo, o indivíduo restrito à sua condição, ditado pelo estereótipo, não tem como se inserir no meio social de maneira íntegra.
Finalmente, a sociedade na forma como ela é endossa o capacitismo. Por isso, faz-se necessário que o governo e a mídia expandam estratégias de inclusão de deficientes no mercado de trabalho por meio de leis e campanhas publicitárias a fim de estabelecer isonomia entre diversas realidades. Enfim, com o aumento de cidadãos com limitações físicas em diferentes recortes, é possível desestruturar o preconceito que essa parcela sofre.