Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 28/03/2021
Na série The good doctor, o protagonista tem de síndrome de savant, que é designada por uma alta capacidade de memorização e/ou resolução de problemas matemáticos aliada a uma dificuldade de interação social, por causa desta síndrome, ele encara abundantes impedimentos em sua formação como cirurgião. Essa doença citada na série, cujo nome popular no Brasil é síndrome do idiota-prodígio, faz uma alusão às adversidades do capacitismo no Brasil, que é fomentada pela população ao não incluir as pessoas que possuem alguma doença mental ou física na sociedade e ao segregá-los socialmente. Em primeira análise, é impreterível conhecer as razões pelas quais a sociedade segrega socialmente os indivíduos que possuem alguma disfunção mental ou física. De acordo com a escritora, ativista e profissional da inclusão, Lau Patrón, em seu discurso “O futuro é anti-capacitista” na conferência TED de São Paulo, o capacitismo “É a idéia torta de que pessoas com deficiência são inferiores a pessoas sem deficiência”. A estudante Luísa Pitanga, que é portadora de uma doença genética que lhe ocasiona uma limitação motora, discorre que “O capacitismo coloca na cabeça das pessoas que a gente não tem capacidade de opinar, de se impor, de falar. E por isso a luta é muito silenciada. Porque as pessoas crescem com esta idéia e por isso não dão voz pra gente”.
Outro ponto relevante, nessa temática, é conhecer o que está escrito na constituição federal sobre o assunto. Em consoante com a Lei Nº 13.146, de 6 de julho de 2015, Estatuto da pessoa com deficiência, Artigo 4º Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação. A execução do capacitismo afeta as pessoas com deficiência de diferentes maneiras, como o acesso ao ambiente natural e a criação de barreiras para que realizem atividades de forma independente, além de negar a cidadania ao salientar a deficiência e não a pessoa humana.
Diante do exposto, conclui-se que é imprescindível, portanto, que medidas sejam tomadas para aplacar essa conjuntura. Cabe ao Ministério da Saúde em coadjuvação com mídia, viabilizar campanhas de conscientização que estimulem a igualdade e a empatia para com os deficientes, visando à diminuição do preconceito. Além disso, o Estado deve criar uma lei que faça com que as instituições de ensino, trabalho e trânsito propiciem condições adequadas para as pessoas portadoras de alguma deficiência, a fim de que os direitos garantidos pelo artigo 4º sejam assegurados.