Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 29/03/2021
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 25% da população possui algum tipo de deficiência, correspondendo a 1/4 da população brasileira. Entretanto, a infraestrutura utilizada para abranger as necessidades de deficientes é insignificante. Segundo levantamentos, 30% das linhas de ônibus da cidade de São Paulo não são acessíveis para pessoas com deficiência física. De forma indireta, a falta de investimentos do governo em relação à programas acessíveis somada aos estigmas predominantes resultam no aumento do capacitismo na sociedade.
Apesar do número apresentado de pessoas com deficiência ser significativo, somente 0,89% delas conseguem adentrar ao mercado de trabalho. A porcentagem demonstra que essa parcela da população não recebe as condições necessárias para conseguir começar uma carreira profissional, sendo necessário elaborar uma lei que estabelece um número mínimo de pessoas comdeficiência em determinada empresa. Entretanto, a lei não é colocada em prática como deveria. 52% dessas vagas não estão ocupadas por causa a falta de investimentos realizados no local de trabalho e por causa do capacitismo inserido no ambiente social.
Além desse fator, a falta de investimentos realizados na infraestrutura de determinado local é influência para o aumento do capacitismo. Como foi citado anteriormente, somente na cidade de São Paulo, 30% das linhas de ônibus não são acessíveis a deficientes físicos. Esse resultado é consequência da indiferença e da falta de cuidado com aqueles que possuem alguma dificuldade na saúde, tornando possível o surgimento de situações desfavoráveis causadas pela desigualdade nas condições sociais.
Podemos citar também casos de desrespeito com essa parcela da população dentro da sociedade. Infelizmente, é comum encontrar aqueles que acreditam que pessoas com deficiência são um “peso morto”, ou pensam que não são capazes de realizar as mesmas atividades que os considerados “normais”. Por isso, um número significativo de pessoas com deficiência acabam sendo destratadas ou submetidas a situações humilhantes.
Conclui-se então, que o ideal para combater o capacitismo seria a incentivação de projetos sociais em escolas e ambientes de trabalho nos quais tenham como objetivo conscientizar a população sobre a importância da inclusão social. Tal medida pode ser alcançada por meio das mídias, com a criação de instituições virtuais, de protestos ou por meio do voto, elegendo um candidato que faça investimentos acessíveis na infraestrutura local, para que dessa maneira, as condições sejam iguais para todos.