Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 29/03/2021
O Art. 5° da Constituição afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Fora da teoria, no entanto, diverge da realidade brasileira visto que muitos são os desafios para o combate ao capacitismo no país. Dentre outros fatores, destaca-se a falta de conscientização socioeducacional nas escolas e a negligência da midía ao retradar pessoas deficientes.
Sob esse prisma, evidencia-se a formação nas escolas com o uma das causas da problemática. De acordo com o educador Paulo Freire, se a educação não muda a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Nesse sentido, observa-se que o sistema educacional contribui para a ocorrência de discriminações praticadas contra pessoas com deficiência uma vez que não oferta de maneira satisfatória conscientização acerca da importância da inclusão social desses cidadãos. Consequentemente, essa falha no processo educativo contribui para a constituição de uma sociedade discriminatória e capacitista.
Ademais, verifica-se o descuido da mídia ao retratar pessoas portadoras de deficiência como outro ponto relevante para a persistência da situação. Segundo a Teoria do Estigma Social do teórico Erving Goffman, numa sociedade padronizada, as pessoas que não atendem aos padrões impostos são esteriotipadas. Analogamente, esse pensamento se aplica à realidade brasileira uma vez que os indivíduos que não atendem a um ideal de capacidade funcional são retratados de forma deturpada nos meios midiáticos, como, por exemplo, coitados e vilões. Por conseguinte, essa atitude reforça o preconceito na sociedade, tornando-se mais um desafio para o combate ao capacitismo. Desse modo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, para que a adversidade seja minimizada, é necessária a intervenção das autoridades competentes. Sendo assim, as escolas, por meio de aulas e palestras, ministradas por professores e psicólogos, devem fornecer uma conscientização acerca da inclusão de pessoas com deficiência. Além disso, os meios midiáticos devem contratar uma acessoria especializada no assunto para garantir a representação adequada das pessoas deficientes. Nesse sentido, o intuito da proposta é combater o capacitismo no país, o que irá proporcionar, consequentemente, uma sociedade mais justa e igualitária. Feito isso, o conflito será gradativamente erradicado.