Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2021
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, a questão do combate ao capacitismo na sociedade contraria o ponto de vista filosófico, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminação constante. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos fundamentais: a vulnerabilidade social dos deficientes em razão do preconceito e a negligência de instituições políticas com os patrimônios culturais.
Primeiramente, é indubitável que o preconceito social é um fator determinante para essa situação, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo dados do portal G1, cerca de 70% dos capacitados brasileiros são prejudicados pelas condições físicas, visuais, auditivas e intelectuais ao conviver na sociedade e, além disso, o desconhecimento das leis que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência. Conquanto, evidencia-se a ineficácia das leis para proteger os deficientes e a falta de incentivo à expansão da educação básica em regiões afastadas dos grandes centros.
Outrossim, é notória a negligência do Estado com os patrimônios culturais. De acordo com o filósofo Aristóteles, defende “O homem é por natureza um animal político.” Ou seja, somos seres que precisamos de uma coletividade, da vida comunitária, de uma vida partilhada na polis, em vigor até hoje, por meio de ações institucionais, essas políticas são utilizadas para favorecer a sociedade, com o intuito de garantir serviços públicos e proteção dos indivíduos com deficiência. Sendo assim, é incontrovertível que os desafios para o combate ao capacitismo não só aterrorizam as pessoas, mas a população em geral.
Em vista dos fatos supracitados, torna-se imprescindível a adoção de medidas que venham acabar com a questão dos desafios para o combate ao capacitismo no Brasil. Destarte, cabe ao Ministério Público, em parceria com empresas privadas, que sejam especializadas em segurança das pessoa com necessidades especiais, possibilitar a proteção dos direitos e responsabilidades cidadãos, por meio da criação de instituições públicas que sejam distribuídas em todas as regiões do território brasileiro, com a finalidade de que os indivíduos tenham um comportamento livre no convívio social. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada e a nação ascenderá rumo ao desenvolvimento.