Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 02/04/2021

A Constituição Federal de 1988 assegura igualdade para todos os cidadãos. Entretanto, no Brasil, as pessoas com deficiência, diariamente, enfrentam enormes desafios para a sua inserção na sociedade, entre eles, o preconceito. Isso se deve à banalização de atos discriminatórios e à falta de políticas públicas que incentivem a inclusão nas escolas.

Em primeira análise, é fulcral destacar que segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a sociedade passa por um processo cultural chamado “habitus”. Essa teoria afirma que um certo comportamento social pode ser visto como banal, já que é praticado de forma constante e acontece há muito tempo. Nesse contexto, falas e atitudes capacitistas foram normalizadas e incorporadas no cotidiano brasileiro, o que dificulta, ainda mais, o combate à discriminação de pessoas com necessidades especiais.

Nessa conjuntura, as iniciativas para o incentivo à integração desses indivídios deve começar cedo, na escola. Todavia, a Política Nacional de Educação Especial (PNNE) sancionada em 2020 pelo Ministério da Educação, sugere a criação de salas e escolas especiais para crianças com deficiência, separando-as dos outros alunos, consequentemente, excluindo-as do convívio social. Assim, esses estudantes não terão consciência de como conduzir suas interações sociais, aumentando a chance de reproduzirem preconceitos.

Portanto, a fim de diminuir o capacitismo no Brasil, o Governo Federal deve conscientizar a população sobre o que é esse preconceito e como ele marginaliza a comunidade com deficiência, por meio de campanhas publicitárias, debates e audiências públicas. Além disso, o Ministério da Educação deve rever a PNNE, focando na qualificação dos profissionais e na incorporação de todos os cidadão na sociedade. Dessa forma, o Brasil poderá construir um “habitus” benéfico para todos.