Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 22/04/2021
Na série estadunidense “Atípico” é retratado os desafios de inclusão e a busca pela independência de um jovem autista. Paralelo a isso, é possível notar que a sociedade contemporânea possui uma forte visão discriminatória e estereotipada com pessoas que possuem algum tipo de deficiência. Nesse sentido, percebe-se a existência de uma visão socialmente construída que contribui para o reforço de rótulos capacitistas e inviabilizam a inclusão de deficiência na sociedade.
Em primeiro lugar, os estereótipos capacitistas contribuem para o fortalecimento da discriminação e preconceito contra pessoas com deficiência. Durante o regime nazista, essa forma de rotular pessoas deficientes, motivou assassinatos em massa e a esterilização desses proprietários. Desse modo, é fato que a perpetuação dessas ideias na sociedade causam um grande impacto na vida das PCD, pois são vistas com piedade e inferioridade e suas qualidades são subestimadas.
Em segundo lugar, quando se observa a história da Grécia antiga, precisamente na pólis de Esparta, pessoas com algum tipo de limitação são lançadas ao mar ou em precipícios. Sob essa ótica, constata-se que desde o início da história da humanidade e até os dias atuais há uma ideia de padrão ideal de corpo, uma corponormatividade, que reduz as pessoas com deficiência a suas condições, subjugando-as inferiores e inaptas de viver plenamente em sociedade, contribuindo para a exclusão de PCD. Portanto, fica evidente a importância do estado na conscientização da população em relação às visões capacitistas e pela inclusão mais eficiente de pessoas deficientes na sociedade. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação junto ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos a criação de um projeto entregue a câmara dos deputados que visem a ministração de palestras em escola pública, por intermédio de pessoas com deficiências, que busquem explicar sobre o assunto e mostrar como esses estereótipos podem contribuir para a exclusão de pessoas com deficiência da sociedade. Dessa forma, busca-se diminuir os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil.