Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 27/04/2021

Durante muitos anos, a deficiência foi tratada como sinônimo de incapacitação de um indivíduo, e por meio disso a ciência passou a buscar meios que “normalizassem” as pessoas com deficiência. Atualmente mesmo depois de mudanças ocorridas no meio social a sociedade continua a querer “normalizar” tais indivíduos, provocando assim, uma sociedade intolerante e com os espaços públicos cada vez mais inacessíveis aos individuos com deficiências, tornando assim mais difícil a inclusão.

Sendo assim, existem indícios desde a pré historia que o homem já convívia com a deficiência, e ao longo dos séculos as pessoas com deficiência passaram por narrativas diferentes e repletas de abandono, dentre elas: serem excluídas por não terem o mesmo ritmo quando éramos nômades, depois por não terem o corpo perfeito exaltado pelos gregos, mais na frente mortas pela ideologia nazista e um pouco mais próximo do nosso contexto atual onde nos Estados Unidos pessoas com deficiência não poderiam participar do convívio público. Tudo isso se reflete na sociedade que temos hoje, que se tornou capacitista e preconceituosa.

Além disso,  o capacitismo torna a sociedade cega para as inúmeras necesidades daqueles que possuem deficiência. Mesmo o Brasil tendo 1/4 da sua população declarada pelo IBGE deficiente, é bastante comum presenciar cenas onde pessoas com deficiência não conseguem subir em uma calçada, pois não tem o devido acesso, e acabam conseguindo por necessidade. Cenas como essa são julgadas “heroicas” quando na verdade são reflexo do descaso da sociedade e dos governos.

Portanto, cabe ao Estado por meio do Ministério da Educação promover  campanhas de conscientização sobre o capacitismo por meio de propaganadas educativas que sejam de amplo alcance como por meio da  TV e da Internet, e ainda leis mais severas contra o crime capacitista. Além disso, é dever do governos estaduais promover estruturas públicas mais acessíveis aos deficientes, promovendo assim uma sociedade mais justa, igualitária e cumprindo com aquilo que prevê a constituição.