Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2021
Apesar da implementação de campanhas e métodos de inclusão de pessoas portadoras de deficiências é ainda perceptível a disparidade com que a sociedade em geral enxerga e interage com essas pessoas, em comparação com o resto que não experienciam essas dificuldades. Essa diferença é evidenciada no dia a dia e retratada em peças cinemáticas e da cultura pop que estão cada vez mais a promover a imagem positiva e a desconstruir a negativa, dando mais alcance desta problematização a grande maioria de público.
A discriminação contra pessoas com deficiência, ou capacitismo, é observada quando, por exemplo, não há os métodos básicos necessários à esses indivíduos como rampas, traduções em libras, entre outros. Outro ato discriminante é a percepção dessas pessoas como incapazes e o conceito de “ter pena” por essas pessoas, ambos exemplos são mostrados no filme “Fuja” da Netflix em que a personagem Chloe, que é cadeirante, encara uma situação alarmante e se utiliza dessas concepções das pessoas para, por exemplo, passar na frente de uma fila, porém, ao decorrer do filme, a personagem quebra expectativas ao triunfar sobre as adversidades. Esse ponto de vista acerca do assunto é o principal motivo do capacitismo em suas diversas formas.
Cada vez crescentes são as campanhas e projetos acerca da conscientização geral sobre pessoas com deficiência, que são cruciais para a quebra dos preconceitos existentes na sociedade, por exemplo, os fortes personagens retratados na mídia como a ‘“Oráculo” da DC, o “Demolidor” da Marvel e Shaun Murphy da série televisiva “The good doctor”. Sem sombra de dúvida a implementação dessas figuras tem grande impacto no público, principalmente nos mais jovens.
Logo, após apresentação dos fatos, é preciso maior produção de campanhas e maior inclusão de pessoas com deficiência na mídia, visto que isso ajuda a extinguir certas percepções erradas a cerca desses indivíduos, dito isso, essas mudanças hão de serem feitas em parceria por órgãos como o Ministério das Comunicações, Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, além do Ministério da Educação, para também promover a igualdade entre as pessoas desde crianças.