Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 22/04/2021
Para começar, é preciso esclarecer a que se refere o termo “capacitismo”. Vivemos na atualidade uma tempestade de ideias e atitudes relacionadas a discriminação de pessoas e capacitismo é o termo usado para o preconceito ao portador de deficiência, seja esta física, intelectual ou sensorial. Podemos dizer que, de um modo geral, as sociedades subestimam as aptidões e capacidades de indivíduos com alguma forma de deficiência.
Todas as formas de preconceito são nocivas para a vítima e para sociedade. Todos nós lembramos o preconceito “hitleriano” ao buscar uma “raça pura”, eliminando judeus, homossexuais, ciganos e outros, considerando-os inúteis e dignos de morte. Mas, em que momento o preconceito é forjado? Seu berço é a família. Outro ambiente de capital importância é a escola. Assim sendo, não surpreende que ele seja exercido em todas as atividades sociais.
O capacitismo, como qualquer outra forma de discriminação, é ilegal. Há leis relacionadas ao tema, como a lei de cotas que favorece o ingresso de pessoas portadoras de deficiência no mercado de trabalho e a lei da inclusão que busca ampliar os direitos de pessoas deficientes e sua participação na sociedade. O não cumprimento dessas leis gera sanções aos infratores. Para que o capacitismo seja desconstruído é preciso falar sobre o tema e promover ações que o discutam.
Tudo começa com o respeito e empatia entre os seres humanos e o encorajamento para que cada indivíduo reconheça se pratica alguma forma de capacitismo e busque evitá-lo.
Não podemos esquecer de considerar a outra face da mesma moeda que é tratar “tudo como preconceito”, como por exemplo, muitos textos sobre capacitismo citam o fato de perguntar a um deficiente se ele precisa de ajuda como uma atitude discriminatória quando pode ser apenas solidariedade.