Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2021
O período da escravidão no Brasil foi marcado pelo pensamento de superioridade diante de outra raça e de etnocentrismo por parte das nações europeias fazendo com que se sentissem no direito de explorar as outras, Atualmente, é perceptível esse comportamento no âmbito da discriminação para com as pessoas deficientes, portanto é essencial discutir sobre os principais entraves para que o capacitismo perdure na sociedade.
Primeiramente, é necessário entender que esse preconceito está diretamente ligado à cultura do país. Como esse pensamento foi formulado à partir da conquista do Brasil em 1500, esse valor vem sendo passado à nossa sociedade ao longo desses anos e tratando as pessoas portadoras de deficiência como inferiores às pessoas ditas como “normais”, ou seja, que não possuem deficiências, portanto são tratadas com desprezo e até como objetos.
Ademais, percebe-se outro grave problema: os portadores de deficiência somam apenas 1% de inclusão no mercado de trabalho de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e isso se deve a impresas que visam unicamente o lucro e não querem arcar com supostos gastos e com direitos que poderiam ser reivindicados por esses empregados.
Sendo assim, o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) - órgão cujo Ministério da Justiça é responsável -, crie campanhas e políticas públicas associadas à inclusão desses no mercado de trabalho e garanta os direitos assegurados pelo Estatuto da Pessoa com deficiência, fazendo com que esse capacitismo seja excluído da sociedade.