Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 23/06/2021
Em “Bratz: o filme” Dylan é um personagem surdo que, depois de aprender com o seu professor a “sentir a música”, entra para o coral da escola e, durante esse processo, enfrenta diversos desafios e luta para lidar com a discriminação dos colegas e conquistar o seu lugar de destaque. Fora dos tablados da ficção, fica claro como é fundamental a inclusão de pessoas com deficiência no meio social. Entretanto, o Brasil ainda enfrenta desafios para o combate ao capacitismo visto que, ainda hoje, existe a falta de recursos básicos e a ineficiência do sistema educacional em conscientizar as pessoas, além de muitos estereótipos que precisam ser quebrados.
Nessa linha de raciocínio, é importante ressaltar que ainda faltam diversos recursos para pessoas deficientes no Brasil. Tais como rampas, legendas em filmes nacionais e tradutor de LIBRAS em eventos, o que prejudica a situação de pessoas portadoras de deficiência no cotidiano e cria uma barreira física que pode fazer com que pessoas com deficiência não se sintam entendidas em suas prticularidades na sociedade. Além disso, o capacitismo atinge quase um quarto da população brasileira (45,6 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE), e muito disso é porque não é um assunto tão visibilizado, nem tão falado, em lugares importantes para conscientização de pessoas como a escola, por exemplo.
Ademais, também notam-se inúmeros estereótipos, com os quais a grande maioria das pessoas com deficiência tem que lidar. Dessa forma, muitos são automaticamente definidos como incapazes, sem vontade própria ou dependentes, ao serem reconhecidos como portadores de deficiência. Assim, também faz parte da realidade brasileira, muita discriminação e falta de espaço na sociedade devido aos estereótipos preconceituosos que já existem, mas precisam ser quebrados.
Dado o exposto, fica claro a relevância e a urgência do combate ao capacitismo no Brasil. Portanto, o Estado deveria criar leis eficientes, que garantissem a pessoas portadoras de deficiência, recursos básicos para a sua melhor inclusão na sociedade. Além do Ministério da Educação promover campanhas de conscientização, mobilizando as Instituições de Ensino, para que mais brasileiros se informem, a fim de que o capacitismo se torne cada vez mais raro e as pessoas com deficiência sejam, finalmente, vistas como pessoas e não sejam limitadas por algo que, no fim, é apenas só mais um detalhe.