Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 22/04/2021
Segundo o contratualista Jhon Locke, o contrato social acerca do dever do estador em garantir a harmonia e o bem-estar da sociedade. Diante disso, na atual sociedade, há uma inoperância governamental, a qual vai de encontro ao contrato de Locke, no que se refere aos desafios para o combate ao capacitismo, onde cidadões deficientes são discriminados sendo consideradas como incapazes, isso ocorre em decorrência da imposição da sociedade acerca de padrões estéticos e pela acessibilidade afetada.
A princípio é necessário avaliar as formas de opressão presentes na atualidade. Entre elas está a falta de acessibilidade igualitária, que fica explícita quando pessoas com deficiências locomotiva e visual ficam exclusas de atividades por dificuldade ou falta de acesso. Esse comportamento vai contra o artigo de número 4 -do Estatuto da pessoa com deficiência- onde todo deficiente tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação.
Em seguida, é relevante examinar como os padrões podem influênciar o comportamento da população e o convívio em sociedade dos deficientes. De acordo com a filósofa Hannah Arendt, os indivíduos deveriam estar habituados à convivência com o diferente. Todavia, o uso da redes sociais tem favorecido a exaltação de uma estética perfeita, onde o corpo do deficiente é desvalorizado e se torna alvo de comentários negativos. Esse cenário dificulta o exercício da convivência com a diferença, conforme defendido por Arendt, o que reforça a discriminação.
Portanto, fica evidente a necessidade de combater o capacitismo. Para tanto, é dever do Poder Legislativo aplicar medidas que reforcem as normas do Estatuto. Cabe ao Governo municipal e estadual garantir programas de conhecimento e melhoria da acessibilidade. Essas medidas visam a melhoria da qualidade de vida dos deficientes e diminuição do capacitismo.