Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 23/04/2021

No filme americano “Meu nome é Rádio”, é retratado a história de um jovem, apelidado de Rádio, que tem deficiência intelectual, e seu professor de educação física, que tenta ajudá-lo incluindo-o no time de futebol americano do colégio. Nesse contexto, os outros alunos fazem bullying e piada capacitista com ele, fazendo com que Rádio se sinta incapaz de praticar o esporte. Fora da ficção, é visto que no Brasil, o capacitismo é um desafio a ser combatido, tendo como obstáculos, uma falta de conscientização das pessoas acerca dos deficientes e uma imagem estereotipada no cinema com os indivíduos que possui deficiência.

Primeiramente, é importante ressaltar que às atitudes capacitistas refletem na falta de entendimento da inclusão para com as pessoas deficientes (PcD). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018 havia cerca de 14 milhões de cidadãos que têm algum tipo de deficiência e apenas 1% desses indivíduos estão inseridos no mercado de trabalho com carteira assinada. Diante desses dados, é crucial a necessidade de uma conscientização da sociedade sobre as PcD, tendo em vista que se essas pessoas parassem de sofrer piadas capacitistas e fossem inseridas no corpo social e no emprego formal, esse desafio seria melhor enfretado.

Além disso, o capacitismo na indústria do cinema é um empecilho a ser rechaçado. Baseando-se na fala da Senadora Mara Gabrilli, que possui deficiência, há uma estereotipagem muito forte sobre os deficientes nos filmes e novelas, haja vista que quase sempre a deficiência é retratada como um estado indesejado e limitado, o que acaba atrapalhando na luta contra a discriminação e acaba reforçando o estereótipo. Desse modo, é fundamental que os diretores de cinema e de novela, principalmente, no Brasil, inclua PcDs no campo audiovisual e seja empáticos na representação desses indivíduos na televisão.

Portanto, é mister que o governo tome providências acerca do combate ao capacitismo no país. Logo, cabe ao Ministério da Cidadania promover ações que garanta a inclusão de deficientes na sociedade, como no mercado de trabalho, e incentivar filmes que relate histórias de superação e que não seja baseado em estereotipagem, por meio de parcerias com empresas privadas de emprego e de cinema, a fim de diminuir o capacitismo no Brasil. Sendo assim, com essas medidas, pessoas, como o personagem Rádio, no filme “Meu nome é Rádio”, serão incluídos e respeitados no corpo social, como nos esportes.